O corte de árvores nativas no terreno da Capela Nossa Senhora Aparecida, localizada na Estrada da Ponte Alta, em Avaré, tem provocado indignação e preocupação entre os moradores da localidade. A remoção da vegetação estaria vinculada às obras de reforma do salão de festas pertencente à capela.

Entre as espécies afetadas e ameaçadas estão árvores de cambará, um pé de jambolão e, em especial, um pé de jatobá estimado em mais de 60 anos de idade. Por se tratar de uma árvore nativa protegida por legislação ambiental e em fase produtiva, a ameaça de derrubada do jatobá gerou mobilização imediata dos vizinhos, que intervieram no local para impedir que a árvore fosse ao chão.

A revolta dos moradores é amplificada pelo uso reduzido do espaço. Segundo relatos da comunidade, o salão de festas é utilizado basicamente uma única vez ao ano, por ocasião das celebrações do dia 12 de outubro (Dia de Nossa Senhora Aparecida), permanecendo fechado durante a maior parte do tempo. Para a vizinhança, o sacrifício de árvores antigas e preservadas não se justifica diante do uso eventual do imóvel, principalmente porque envolve questão ambiental.

Busca por fiscalização e licença ambiental

 Diante das supressões já efetuadas no terreno — doado originalmente à igreja —, moradores estão questionando órgãos ambientais competentes no sentido de averiguar se a obra possui o devido licenciamento e a autorização legal para o corte de espécies nativas.

A comunidade cobra transparência por parte da administração responsável pela capela e exige a paralisação dos cortes até que a documentação ambiental seja devidamente comprovada.

O espaço permanece aberto para manifestação e esclarecimentos por parte da direção responsável pela capela e das autoridades ambientais competentes.