A 55ª Exposição Municipal Agropecuária de Avaré (EMAPA 2025) terá início nesta sexta-feira, em meio a uma série de controvérsias e falta de transparência por parte da prefeitura e da organização.

O evento avança sob a sombra de uma decisão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) que, embora tenha liberado a festa, reconheceu a existência de irregularidades no processo de contratação da empresa gestora.

Conforme noticiado, o TCE-SP identificou um vício no procedimento licitatório (Chamamento Público nº 020/25) que levou à contratação da empresa que explora economicamente a EMAPA. O Tribunal apontou o uso indevido da modalidade de credenciamento, violando os princípios da legalidade, competitividade e transparência.

Apesar de reconhecer a falha, o conselheiro do TCE optou por não suspender o contrato nem o evento, alegando o risco de um grande prejuízo social e econômico para a cidade, já que a organização estava em estágio avançado e envolvia compromissos financeiros significativos. A decisão, no entanto, é excepcional e serve como alerta para que o município corrija as falhas em futuras contratações.

Apesar do evento estar prestes a começar, o governo municipal e a comissão organizadora ainda devem esclarecimentos cruciais à população, principalmente no que tange aos recursos utilizados para bancar os shows.

O Executivo anunciou que os custos das atrações artísticas seriam pagos por meio de emendas parlamentares. No entanto, persistem as seguintes dúvidas, sobre as quais o presidente da EMAPA e do PL (partido do governo Roberto Araújo), Giovani Daltio, não se manifestou publicamente, sobre quais seriam estes valores e parlamentares.

Ele foi procurado dia 19 de novembro pelo in Foco, mas não retornou. Em um grupo de whatsapp, ele disse que não reconhece a jornalista Cida Koch como imparcial; por isso não iria responder.

Contudo, a falta de transparência sobre a origem e aplicação desses recursos públicos tem gerado questionamentos sobre a gestão fiscal e o respeito aos princípios básicos da administração.

Ex-político com direitos suspensos na comissão

Outro ponto que levanta questionamentos é a presença de Luiz Carlos da Costa, o Castelo, na comissão organizadora da EMAPA. Castelo é um ex-vereador que perdeu seus direitos políticos após ter sido condenado por improbidade administrativa em segunda instância.

A inclusão de uma figura com os direitos políticos suspensos na organização de um evento municipal levanta preocupações éticas e morais sobre a composição da comissão, especialmente em um contexto já marcado por irregularidades reconhecidas pelo Tribunal de Contas.

A EMAPA começa nesta sexta-feira, mas os problemas de transparência e os questionamentos sobre a legalidade de sua organização permanecem sem respostas.