
Foi publicado no semanário oficial de Avaré, o projeto de lei nº 3.255, de 01 de julho, que dispõe sobre a concessão de uso à ASPEQ – Associação Paulista de Equoterapia na Emapa. Depois de toda a polêmica, finalmente a entidade conseguir autorização da prefeitura para a concessão de uso do imóvel que usa atualmente. A concessão é por 4 anos inicialmente e foi aprovada pelo Legislativo na segunda, dia 30 de junho.
A questão da ASPEQ gerou polêmica após a presidente da entidade, Sandra Regina de Goes, ter procurado a redação do in Foco, desesperada com a ameaça de ter que encerrar o projeto, após ter sido notificada pelo secretário de Fiscalização de Posturas Municipais, Flávio Denardi, para que o imóvel fosse desocupado em 7 dias. A alegação é de que o governo anterior teria autorizado o uso provisório do espaço.
O espaço usado pela associação fica na extinta Cavalaria, na rua Atílio Silvestre, 417 e foi cedido pelo governo Jô Silvestre para o desenvolvimento dos projetos de equoterapia, que é bastante utilizada no acompanhamento e tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou outros problemas cognitivos e motores.
Sandra afirmou que o atual prefeito, Roberto Araujo, durante o lançamento oficial da entidade ano passado, teria prometido manter a concessão do uso do espaço que foi reformado com recursos próprios e vem sendo custeado de forma independente.
A presidente da entidade confirmou que o governo anterior autorizou o uso temporário porque não podia fazer concessão em ano eleitoral, mas sabia que era importante ceder o espaço provisoriamente até que em 2025 o novo gestor fizesse a concessão por lei municipal.
A questão foi encaminhada à secretaria de Comunicação, mas não houve retorno; ao invés disso, o prefeito postou em suas redes sociais um vídeo afirmando – mais uma vez – que seria fake news a matéria veiculada pelo in Foco, sobre a desocupação do prédio usado pela ASPEQ – Associação Paulista de Equoterapia na Emapa de Avaré, como forma de desacreditar o jornal (sem citar o jornal, claro).
Depois disso, Araujo reuniu-se com os representantes da entidade e acertou os detalhes do uso, enviando projeto ao legislativo.
Agora, com o fim da polêmica, a entidade poderá dar continuidade aos seus atendimentos a cerca de 28 crianças, adolescente e adultos com diversas síndromes e transtornos neurológicos no município.




































