
A invisibilidade e o desrespeito às vagas destinadas a pessoas com deficiência (PcD) continuam sendo um problema latente em Avaré, e um relato da cadeirante Priscila Borzani em suas redes sociais acende mais uma vez. um alerta para a urgência de fiscalização e conscientização na cidade. Priscila desabafou sobre a constante ocupação indevida da vaga PcD localizada em frente à sua casa, na rua Sergipe, 1074, um espaço essencial para ela e também para a inquilina de sua mãe, que utiliza a vaga com seu filho autista.
“Até quando essa falta de respeito vai continuar???”, questiona Priscila em sua publicação, expressando a indignação de quem lida diariamente com a infração. Ela ressalta que, apesar de a vaga não ser de uso exclusivo dela, é um direito de todos os PcDs, e a falta de fiscalização tem tornado a situação insustentável.
A denúncia de Priscila ecoa um problema que, segundo ela, se estende por toda a cidade: a ausência de fiscalização efetiva. Ela relata ter ligado diversas vezes para o número 190, mas foi informada de que deveria procurar a Guarda Municipal, um órgão que não existe em Avaré. “E aí eu pergunto, vou me socorrer a quem????”, indaga a cadeirante, evidenciando a lacuna na aplicação da lei e na proteção dos direitos dos cidadãos.
A legislação é clara: estacionar em vaga destinada a pessoas com deficiência sem a devida credencial é uma infração grave. A penalidade atual inclui multa de R$ 293,47, 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a possibilidade de remoção do veículo pelo guincho. No entanto, sem a devida fiscalização, a lei se torna inócua.
Priscila Borzani, em seu desabafo, reforça a necessidade de punição para que a conscientização se torne realidade. “É claro que as pessoas têm que se conscientizar, porém é preciso ter punição porque se não, nem resolve. Como diz: se mexer no bolso o povo para”, afirma, destacando que a dor no bolso pode ser o único caminho para a mudança de comportamento.
A situação em Avaré ilustra um cenário comum em muitas cidades brasileiras, onde a falta de respeito às leis de trânsito e aos direitos das pessoas com deficiência persiste. A denúncia de Priscila serve como um chamado à ação para as autoridades municipais, exigindo um plano efetivo de fiscalização e conscientização para garantir que as vagas PcD sejam de fato respeitadas, promovendo assim a inclusão e a acessibilidade para todos.
A denúncia será enviada pelo in Foco à secretaria de Comunicação, a Polícia Militar, ao Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência e ao Ministério Público.




































