
A saúde mental em Avaré enfrenta um desafio alarmante. No 1º Encontro de Valorização da Vida, realizado na noite de ontem, dia 10, no auditório do Instituto Federal de Avaré, profissionais do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da cidade trouxeram à tona a grave falta de estrutura que compromete o atendimento à população.
Apesar da crescente demanda por apoio psicológico e psiquiátrico, o CAPS de Avaré opera com recursos escassos. A equipe, que já é reduzida, tem a difícil tarefa de cuidar de 4 mil pessoas cadastradas, além de lidar com uma enorme lista de espera.
Um dos pontos mais críticos comentados pelos profissionais foi a falta de recursos básicos para o trabalho diário. Eles revelaram que a unidade não dispõe de veículos para realizar atendimentos essenciais, como visitas domiciliares a pacientes que não conseguem se deslocar ou que estão em crise. Em casos de depressão e outras condições graves, a agilidade no atendimento e a proximidade com o paciente são cruciais, e a falta de mobilidade impede que o suporte necessário seja oferecido.
A situação do CAPS de Avaré é um reflexo do desafio enfrentado por muitos serviços de saúde mental no Brasil. A alta demanda, somada à falta de investimento e à desvalorização dos profissionais, cria um cenário de vulnerabilidade para aqueles que mais precisam de ajuda. A discussão no evento ressalta a urgência de olhar para a saúde mental como uma prioridade, garantindo que as ferramentas e o apoio adequados cheguem a quem precisa.
O 1º Encontro de Valorização, realizado no Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, foi uma maravilhosa iniciativa conjunta dos três clubes rotarianos existentes na cidade – Rotary Club de Avaré, Rotary Club de Avaré Expoente e Rotary Club de Avaré-Jurumirim – que pretendem a partir deste ano dar início a uma série de encontros dentro da campanha “Setembro Amarelo”, de conscientização e prevenção ao suicídio.




































