
A morte da jovem Maria Clara da Paz, de apenas 17 anos, ocorrida no final de agosto de 2025, tornou-se um dos casos mais emblemáticos e dolorosos da saúde pública em Avaré.
Recentemente sua mãe, Juliana Martins, comentou em uma matéria veiculada pelo in Foco que ainda aguardava o desfecho das investigações, frisando que a vereadora Adalgisa Ward teria sido a única a fazer contato com frequência.
Em setembro do ano passado, o vereador Hidalgo de Freitas disse ao in Foco que a Comissão de Saúde da Câmara Municipal, da qual é presidente, iria investigar o caso da jovem, além de outras denúncias relacionadas a possíveis negligências e imprudências médicas.
“Tendo em vista a denúncia protocolada no Ministério Público, convocamos os vereadores e já solicitamos as documentações preliminares”, disse Freitas, referindo-se ao fato de um grupo de munícipes protocolou na época, no Ministério Público local, uma série de denúncias que envolve sérios problemas de atendimento no Pronto Socorro, incluindo o caso da jovem.
Ainda ano passado, os vereadores Jairinho do Paineiras e Barreto do Mercado, que integram a comissão, juntamente com o líder do Executivo, Pedro Fusco, fizeram a primeira reunião para definir como seria feita a apuração dos fatos.
Maria Clara faleceu em agosto de 2025 depois de uma série de idas e vindas ao Pronto-socorro local por supostamente negligência. O caso ganhou enorme repercussão e causou comoção em toda cidade.
Na época, o clínico geral Renato Dornela Vieira, em entrevista ao in Foco, após ter sido demitido do Pronto Socorro, disse que teria sido o último a atender a jovem e ter sido o único a pedir exames. Segundo o médico, ele atendeu a jovem pela manhã, que apresentava um histórico de três meses de cefaleia e náuseas. Ele afirmou ter solicitado uma tomografia de crânio e a avaliação de uma neurologista.
Ele ainda contou que enviou a imagem da tomografia por WhatsApp para a neurologista Thaís, que, de acordo com relato dele, se recusou a ir ao hospital, alegando que a tomografia estava normal e se tratava de uma “simples dor de cabeça”. Ele afirmou que liberou a paciente em bom estado geral, após administrar medicação para dor e náuseas, e que a jovem voltou ao hospital à noite, em óbito – o que foi totalmente contestado pela família.
“A Maria estava com dor de cabeça pressão alta e náuseas há dois meses. Ela não estava bem quando saiu do PS e estava na cadeira de roda; foi até a ambulância e deitou lá fora na maca”, disse a mãe da vítima ao in Foco; “ falei com o médico duas vezes questionando se ia liberar ela assim vomitando; ele disse que era efeito da medicação”, complementou.
A reportagem continua a disposição dos envolvidos e acompanhando o caso.




































