
A Câmara Municipal de Avaré aprovou recentemente a instituição da Medalha do Mérito Legislativo “São Lucas”, como forma de reconhecer médicos que são exemplos de excelência profissional e ética na medicina local, e ganham destaque por seus aportes à saúde da população avareense.
De autoria do vereador Luiz Cláudio da Costa (Podemos), o Decreto Legislativo determina que a honraria seja entregue no mês de outubro, por ocasião do Dia do Médico, celebrado no dia 18. Deverão receber a Medalha de “São Lucas” os médicos que prestaram ou prestam relevantes serviços à comunidade avareense, com no mínimo 15 anos de atuação na rede pública ou privada.
Entre os homenageados está a médica neurologista Thais, que supostamente teria se negado a atender a jovem Maria Clara da Paz, de apenas 17 anos, que lamentavelmente acabou falecendo no dia 27 de agosto, após uma série de atendimentos no pronto-socorro local que teriam, em tese, negligenciado o problema.
O caso obviamente ganhou enorme repercussão. Na época, o clínico geral Renato Dornela Vieira, deu entrevista ao in Foco. Ele foi o último a atender a jovem e disse ter sido o único a pedir exames. Segundo o médico, ele atendeu a jovem pela manhã, que apresentava um histórico de três meses de cefaleia e náuseas. Ele disse ter solicitado uma tomografia de crânio e a avaliação de uma neurologista.
Ainda segundo ele, enviou a imagem da tomografia por WhatsApp para a neurologista Dra. Thaís, que, de acordo com relato dele, se recusou a ir ao hospital, alegando que a tomografia estava normal e se tratava de uma “simples dor de cabeça”. Ele afirma que liberou a paciente em bom estado geral, após administrar medicação para dor e náuseas, e que a jovem voltou ao hospital à noite, em óbito – o que foi totalmente contestado pela família.
“A Maria estava com dor de cabeça pressão alta e náuseas há dois meses. Ela não estava bem quando saiu do PS e estava na cadeira de roda; até a ambulância e deitou lá fora na maca”, disse a mãe da vítima ao in Foco, “ falei com o médico duas vezes questionando se ia liberar ela assim vomitando; ele disse que era efeito da medicação”.
Depois desse caso, também houve uma denúncia na qual, supostamente a médica estaria envolvida; um paciente vítima de AVC teve que aguardar mais de 5 horas pela internação, por causa da demora da médica, segundo relatos de familiares. Neste caso, a pedido do in Foco, até mesmo o provedor da Santa Casa, Miguel Chibani, interviu para internar o paciente.
A reportagem procurou a médica pelo whatsapp que ela divulga em suas redes sociais, mas até o momento ela não retornou. A reportagem continua a disposição da médica para ouvir sua versão.
Quem apresentou o nome da médica para a homenagem legislativa foi a vereadora Bel Dadário (Podemos). Procurada pelo in Foco, a vereadora disse apenas que tinha feito a indicação antes dos fatos e que a médica “disse que não negou atendimento, que não foi como o doutor falou”. Questionada sobre se a indicação será mantida, Dadário não respondeu.




































