
No domingo, 31 de agosto, o médico Renato Dornela Vieira, que atua no Pronto Socorro de Avaré, em entrevista ao in Foco, relatou detalhes no caso da jovem Maria Clara da Paz, de apenas 17 anos, cuja morte (dia 27 de agosto) tem sido associada a uma suposta negligência.
Em um trecho da entrevista ele afirmou que “(…) o problema sempre é com a retaguarda da Santa Casa que várias vezes recusa avaliar pacientes”. Procurado pela reportagem o provedor da SC, Miguel Chibani frisou que a “retaguarda é do PS e o médico recebe para quando for chamado ir lá ver o paciente”. “Não tem nada a ver com a Santa Casa”, reforçou.
Este médico teria sido o último médico a atender a jovem e foi demitido, mas sente-se injustiçado.
“ Ocorreu uma grande injustiça comigo no caso da jovem que infelizmente veio a óbito. Estão sendo declaradas coisas que não fiz e omitindo verdades, pois fui único Médico que se prontificou a pedir exames e solicitei avaliação do especialista ( neurologista) que de posse das imagem da tomografia de crânio que enviei pelo WhatsApp e ela se negou a avaliar a paciente em questão, podendo assim ter evitado esse desfecho. A Dra Taís disse que não viria ao PS por uma simples dor de cabeça e disse que a tomografia de crânio estava normal. Fui até a paciente e seus acompanhantes (mãe e pai ) expliquei que segundo a Dra tais não havia nada errado com as imagens. Liberei a paciente em bom estado geral, lúcida, conversando, sem sintomas no momento ( porque fiz medicação para dor e náuseas)”, explicou em seu depoimento. “ Além de tudo isso, fui responsabilizado por tudo e o único punido. Enfatizo que nós médicos do PS fazemos tudo certo”.
Antes do atendimento no dia 27, a jovem teria passado pelo pronto socorro pelo menos duas vezes com os mesmos sintomas, mas sempre era encaminhada de volta para casa.
A reportagem do in Foco ainda não conseguiu o contato dos dois outros médicos, nem da médica citada pelo clínico geral. No domingo, os pais da jovem fizeram um relato emocionado sobre a perda da filha – relato também publicado no site. Eles afirmam que o caso de Maria Clara foi descaso.
Na sessão legislativa de segunda-feira, 1º, todos os vereadores abordaram o tema em seus discursos, lamentando o ocorrido, mas lamentavelmente, ao contrário do que se esperava, não criaram uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o fato.
Um grupo de municipes criou um abaixo-assinado para pedir providências outro, liderado por Vinicius Berna, apresentou ao Ministério Público, denúncia formal relacionando inúmeros casos da saúde também relacionados a possiveis erros e negligência médica.
Nota da redação
Enquanto o caso estiver sob investigação, a negligência sempre será suposta, seguindo as determinações legais.




































