
A criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da merenda escolar e o surgimento de diversos jornais fakes críticos ao governo Roberto Araújo (PL) foram os temas que dominaram a sessão legislativa desta segunda (25) em Avaré.
A CPI foi criada para apurar o que realmente ocorreu no dia 14 de agosto quando milhares de alunos ficaram sem alimentação, depois que a empresa – até então responsável pelo serviço – a Sólida Nutrição, tirou os alimentos das escolas, segundo ela, porque teria sido comunicada de última hora sobre o cancelamento dos serviços.
O vereador Luiz Claudio da Costa (Podemos) criticou em sua fala na tribuna, o discurso do vereador Pedro Fusco, líder do Executivo na Câmara, que na sessão anterior disse que a CPI “já nasceu morta” e que teria sido feita por chatgpt. Defendendo a criação da comissão, Costa disse que Fusco teria minimizado o trabalho dos vereadores com sua declaração.
Em sua explanação, o líder do prefeito rebateu afirmando que a alusão à “CPI morta” seria pelo fato do caso já ter sido encaminhado ao Ministério Público. Ao in Foco, o edil havia feito a mesma declaração. “A denúncia já tinha sido feita no MP, que já está apurando os fatos e recebendo todos os documentos.A CPI ela tem o objetivo de investigar, e ao final, formar relatório e encaminhar ao MP; ou seja, se já está no MP, que já está investigando, os mesmos fatos com os mesmos pedidos”.
O vereador do Podemos tentou interferir e ambos acabaram batendo boca até que o presidente Samuel Paes (PSD) interviu. A vereadora Adalgisa Ward (Podemos), que integra a CPI, defendeu a investigação reforçando que isso não acabará em “pizza”.
Nas redes sociais, a maioria da população mostra aprovação pela criação da CPI.
‘Jornais’ fakes
Outro assunto abordado foi o surgimento de inúmeros perfis fakes que se autodenominam jornais, sem qualquer outro tipo de identificação ou CNPJ. Estes perfis são críticos do governo e a bancada da situação, que teria em tese, responsabilizado a oposição e candidatos derrotados na eleição pela criação destes perfis.
“Não temos tempo a perder com isso”, disse o vereador Luiz Claudio da Costa, defendendo o candidato de seu partido, o Podemos, Marcelo Ortega, que tem sido acusado de estar por trás de alguns perfis. Ao defender Ortega, ele foi aplaudido pelo público presente, depois de lembrar que ele perdeu apenas por 108 votos.
Em sua fala, o vereador Everton Machado (PL) também criticou os fakes, brincando com a bancada da oposição: “Todo mundo tem apelido e vocês não tem”.
Um dos perfis, por exemplo, era usado como canal de divulgação dos shows da Emapa; há também perfis fakes que trabalham em sentido contrário, na defesa do governo.
Todos os vereadores que comentaram o assunto, enalteceram o trabalho de jornalistas que não se escondem atrás de fakes e cumprimentaram os profissionais presentes, entre eles da representante do in Foco, Cida Koch.




































