
O prazo estabelecido pela administração municipal de Avaré para a resolução do caos na coleta de lixo venceu nesta terça-feira, 10 de fevereiro, sem que a normalização total fosse atingida.
Enquanto a prefeitura e a Secretaria do Meio Ambiente afirmavam que o serviço estaria “100% estruturado” até hoje, moradores de diversas regiões da cidade ainda convivem com montanhas de sacos plásticos, mau cheiro e a ação de animais que espalham os detritos pelas vias públicas.
De acordo com levantamentos realizados pelo portal in Foco, o problema ganhou força após o encerramento do contrato com a antiga prestadora e o travamento de novas licitações pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP). A última coleta regular em grande parte da cidade ocorreu entre os dias 4 e 5 de fevereiro, deixando o município em um vácuo de quase uma semana sem o serviço essencial.
A prefeitura recorreu a uma contratação emergencial (com a empresa Pass Ambiental) e justificou que o atraso era reflexo da fase de “mobilização de frotas e equipes”.
Fala do secretário na Câmara
Na sessão de ontem (09), o Secretário de Meio Ambiente, Judésio Borges, tentou tranquilizar o Legislativo, focando na logística do aterro sanitário e no esforço para retomar as rotas. No entanto, a pressão dos vereadores foi grande, baseada justamente no descompasso entre o discurso oficial e a realidade das calçadas avareenses.
O impasse nas licitações — suspensas por irregularidades apontadas pelo TCE e por liminares judiciais — levanta dúvidas sobre a estabilidade do novo contrato emergencial. Enquanto a burocracia trava as soluções definitivas, o risco à saúde pública aumenta, com o acúmulo de lixo favorecendo a proliferação de insetos e do mosquito da dengue.
Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura não havia emitido um novo cronograma explicando por que a meta de normalização para o dia 10 não foi cumprida em toda a cidade.




































