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A região registrou mais mortes por dengue infelizmente. A Prefeitura de Piraju confirmou, nesta segunda-feira (3), a sexta morte por dengue na cidade em 2024. Conforme o boletim da Vigilância Epidemiológica, a cidade registrou neste ano 1.692 casos da doença.

Segundo a vigilância, a sexta morte confirmada pela doença é de uma mulher, de 67 anos, pertencente a unidade de saúde da São José.

Ainda conforme a Vigilância Epidemiológica, as outras cinco mortes que foram registradas no município são de três idosas, de 70, 88 e 92 anos, que tinham comorbidades, e de um idoso de 75 anos, que também tinha doenças preexistentes e outro idoso de 74 anos que esteve internado com pneumonia.

Já a prefeitura de São Manuel confirmou também nesta segunda-feira (3) a segunda morte por dengue no município. O atestado de óbito consta que a vítima era uma criança de 11 anos.

Segundo a diretoria de saúde do município, o paciente estava sendo acompanhado e houve uma evolução da doença para a fase hemorrágica. A pasta afirmou que a criança era portadora de comorbidades.

Em Avaré, a secretaria de Saúde não divulgou o boletim com o número atualizado de casos; segundo a última estimativa em uma semana a cidade registrou quase mil casos, com média de 135 casos diários. Até dia 27 de maio eram quase 3,1 casos confirmados.

O Brasil lidera os casos de dengue no mundo com cerca de 82% do registrado em todo planeta. O país se aproxima de 6,3 milhões de casos da doença.

 

Entenda por que hemorragia não é o principal sintoma da dengue grave

Popularmente conhecido como dengue hemorrágica, o agravamento da dengue se caracteriza por uma queda acentuada de plaquetas – fragmentos celulares produzidos pela medula óssea que circulam na corrente sanguínea e ajudam o sangue a coagular – e que geralmente leva ao extravasamento grave de plasma. O termo dengue hemorrágica, na verdade, deixou de ser usado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2009, uma vez que a hemorragia, nesses casos, nem sempre está presente.

De acordo com as diretrizes publicadas pela OMS, as autoridades sanitárias atualmente distinguem as infecções basicamente entre dengue e dengue grave. Enquanto os casos de dengue não grave são subdivididos entre pacientes com ou sem sinais de alerta, a dengue grave é definida quando há vazamento de plasma ou de acúmulo de líquidos, levando a choque ou dificuldade respiratória. Pode haver ainda sangramento grave e comprometimento de órgãos como fígado e até mesmo o coração.

A OMS diz que, de 2009 em diante, a magnitude do problema da dengue no mundo aumentou de forma dramática, além de se estender, geograficamente, a muitas áreas anteriormente não afetadas pela doença. A avaliação da entidade é que a dengue foi e permanece sendo, ainda hoje, a mais importante doença viral humana transmitida por artrópodes – grupo de animais invertebrados que inclui o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Atualmente, a classificação de gravidade clínica para a dengue definida pela OMS e seguida pelo Ministério da Saúde no Brasil é a seguinte:

 

Dengue sem sinais de alarme

Nesses casos, o paciente apresenta febre geralmente por um período de 2 a 7 dias acompanhada de duas ou mais das seguintes manifestações clínicas: náusea ou vômitos; exantema (erupção cutânea); dor de cabeça ou dor atrás dos olhos; dor no corpo ou nas articulações; petéquias (manchas avermelhadas de tamanho pequeno); e baixos níveis de glóbulos brancos no sangue.

 

Dengue com sinais de alarme

Qualquer caso de dengue que apresente um ou mais dos seguintes sinais durante ou preferencialmente após a queda da febre: dor abdominal intensa e sustentada ou sensibilidade no abdômen; vômito persistente; acúmulo de líquidos; sangramento de mucosas; letargia ou inquietação; hipotensão postural (pressão arterial baixa ao levantar-se da posição sentada ou deitada); aumento do fígado; e aumento progressivo do hematócrito (porcentagem de hemácias no sangue), com queda na contagem de plaquetas.

 

Dengue grave

Qualquer caso de dengue que apresente uma ou mais das seguintes manifestações clínicas: choque ou dificuldade respiratória devido a extravasamento grave de plasma dos vasos sanguíneos; sangramento intenso; e comprometimento grave de órgãos (lesão hepática, miocardite e outros).

Fonte: portal g1 e agencia Brasil