O educador e escritor Paulo Ratki utilizou suas redes sociais, onde reúne mais de 66 mil seguidores, para levantar sérios questionamentos acerca da transparência e da origem dos recursos utilizados na 56ª Exposição Municipal Agropecuária de Avaré (Emapa). Em sua manifestação, o professor cobra a intervenção do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) para fiscalizar os gastos do evento.

Na publicação, Ratki chama a atenção para contratos de shows que somam R$ 1,67 milhão por inexigibilidade de licitação, enquanto a população local cobra melhorias em setores básicos como saúde, infraestrutura viária e educação. A grade do evento conta com 16 atrações de destaque nacional, incluindo artistas como Wesley Safadão, Alok, Bruno & Marrone, Zezé Di Camargo & Luciano, Natanzinho Lima, César Menotti & Fabiano, Menos é Mais e Teodoro & Sampaio.

O educador pontua que o Chamamento Público nº 007/2026, destinado à organização da Emapa, chegou a ser suspenso por determinação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP). Embora a Prefeitura de Avaré afirme que os cachês das atrações artísticas serão pagos pela empresa concessionária do evento — sem custos diretos aos cofres municipais —, a justificativa é vista com reservas.

“Se é uma empresa que vai pagar os cachês, quem pagará a empresa?”, indaga o professor em sua postagem, questionando também o motivo de os contratos não constarem no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP).

A falta de visibilidade sobre a documentação já havia sido objeto de cobrança no Poder Legislativo. O educador cita que em julho, um vereador de Avaré solicitou formalmente à Prefeitura informações detalhadas sobre qual empresa assumiu a responsabilidade pelos shows e o acesso à íntegra do contrato, alegando omissão na publicação dos dados oficiais.

A manifestação do escritor reforça a exigência por maior clareza nas contas públicas do município. “Transparência, legalidade e respeito ao dinheiro público! Transparência não é favor, é obrigação”, concluiu Ratki em seu apelo às autoridades policiais e judiciais.

O educador, sociólogo e filósofo Paulo Ratki possui diversas obras publicadas com foco em análise social, política, religião e comportamento humano. Ele atua de forma independente como comentarista, conferencista e produtor de conteúdo digital. Sua atuação pública é pautada pelo ativismo e pela crítica social — abordando temas como transparência no gasto público, laicidade do Estado e desigualdade —, sem aparente vínculo partidário oficial ou candidatura registrada na Justiça Eleitoral.