Três secretários de Avaré – Angelo Zanotto (Comunicação), César Oliveira (Educação) e Leonardo Zanardo (Relações Públicas) – participaram de uma entrevista no programa Papo Reto, da Jovem Pan de Avaré, apresentado por Karina Massud, nesta quinta-feira (12). No entanto, o que repercutiu foram as falas do presidente do grupo JBMS, Claudio Salomão, que também participou do encontro.

Ao vivo, Salomão parabenizou o secretário de Educação pela participação no programa, enfatizando o isolamento do governo em relação a parte da imprensa — incluindo veículos que estariam sendo boicotados pela gestão municipal.

“O criador de fake hoje é o governo e não nós; a boa imprensa é aquela que fala a verdade”, frisou, afirmando que caberia ao secretário de Comunicação o “papel de acabar com essa história”. “Isso não é uma briga saudável”, afirmou o presidente do grupo JBMS, que congrega hoje cinco emissoras de rádio, além da TV.

Ele se referia ao fato de parte da imprensa não obter respostas do governo. “Quantas vezes pedimos justificativas? O governo está pecando na Comunicação”, enfatizou, referindo-se à falha de comunicação do prefeito Roberto Araujo.

O secretário de Educação, por sua vez, argumentou que, desde o início, o governo tem sido atacado em todas as frentes e citou o ex-prefeito (Jô Silvestre) e os ex-candidatos Marcelo Ortega (Podemos) e Silvano Porto (PT). “Boa parte da imprensa não tem uma notícia boa sequer [do governo]”, argumentou Oliveira, classificando como oportunismo o caso da merenda escolar — episódio que repercutiu no ano passado e resultou na criação de uma CPI, o que, para o secretário, foi uma “tempestade num copo d’água”.

“Não existe imprensa inimiga; existe contato malfeito”, rebateu Salomão. Apesar do tom caloroso, o debate foi amigável.

O secretário Leonardo Zanardo aproveitou para enaltecer os R$ 22 milhões em emendas parlamentares que o governo conseguiu no ano passado para fechar o ano com superávit. “A gente ainda apanha do mato e do buraco”, admitiu. Segundo ele, houve um incremento de R$ 40 milhões apenas no ano passado.

O titular da Educação também esclareceu que haverá uniformes e material escolar este ano. Com relação aos uniformes, uma emenda de R$ 3 milhões já teria sido destinada ao município, mas ainda não foi liberada, o que impede a fixação de um prazo para a entrega. Por fim, ele explicou que houve uma nova contratação emergencial para o transporte escolar devido à falta de dotação orçamentária.