O vereador Magno Greguer (Republicanos) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Avaré na sessão do dia 2 para fazer um desabafo incisivo. O parlamentar afirmou estar sendo alvo de perseguição, relacionando os ataques à sua postura firme de fiscalização e ao seu posicionamento em votações recentes que dividiram a opinião pública na cidade.

“Na hora de Deus vou falar”, desabafou o edil em tom crítico, falando sobre a abertura de um processo administrativo aberto para, segundo ele, “tentar me ferrar depois de 25 de funcionalismo público”. De acordo com seu relato público na tribuna, essa sindicância teria sido aberta com uma denúncia anônima utilizando até mesmo um print de mensagem de celular na qual, o vereador – que atua na área da saúde – perguntava sobre um local adequado para a retirada de um cateter. “Essa pessoa é amiga minha”, disse ele, indignado, frisando que seu horário de trabalho também foi alterado para das 8 às 20h00 de forma que ele não fosse ao Legislativo.

Durante seu pronunciamento, Greguer sugeriu que críticas e pressões externas estariam tentando desestabilizar seu mandato. Sem citar nomes específicos de forma direta, o vereador indicou que o ambiente político em Avaré tem se tornado hostil para aqueles que questionam certas decisões da administração municipal. “Não vou parar, não tenho medo, vou continuar trabalhando’, enfatizou.

O clima de tensão mencionado por Greguer ganhou um novo capítulo nesta mesma sessão. Ele foi nomeado relator da Comissão Processante (CP) instaurada para investigar a conduta do presidente da Casa, Samuel Paes (PSD). A CP investiga a suposta falta de decoro parlamentar após um munícipe ter sido retirado à força do plenário em dezembro de 2025.

Estar na linha de frente de uma investigação contra a presidência da Câmara coloca Magno Greguer em uma posição de alta exposição política, o que, segundo aliados, intensifica a narrativa de perseguição citada por ele.