O médico pediatra Ernesto Albuquerque foi um dos vários homenageados pela Câmara Municipal de Avaré para receber a Medalha do Mérito Legislativo “São Lucas”, instituída através de Decreto Legislativo do vereador Luiz Cláudio da Costa (Podemos), como forma de reconhecer médicos que são exemplos de excelência profissional e ética na medicina local.

Apesar da solenidade não ter caráter político, Albuquerque que é petista e foi vereador por 16 anos, acabou usando seu tempo na tribuna para protestar contra a anistia, referindo-se ao golpe ocorrido em 8 de janeiro.

“É importante que vocês (vereadores) defendam a democracia; vivemos tempos difíceis. Evitamos um golpe agora recentemente; houve um golpe contra a Dilma e não pode ter anistia para quem afronta a Constituição”, disse ele, apesar das vaias e críticas da plateia que se misturavam a aplausos de filiados do partido.

“É fundamental levantar a bandeira do sem anistia (…) A verdade às vezes dói e continuamos sem anistia”, frisou o petista que teve o microfone cortado duas vezes pelo presidente do Legislativo, Samuel Paes (PSD).

Paes teve que explicar duas vezes que a regra eram 3 minutos de uso da tribuna para cada homenageado e que Albuquerque tinha ultrapassado o tempo. “É uma noite festiva; não é uma noite politica”, ressaltou o presidente.

Apesar disso, o petista chegou a debater com o presidente, pois queria um tempo maior que os outros homenageados.

O vereador Barreto do Mercado, que obviamente indicou o colega de partido, também teve o microfone cortado, após ter o tempo excedido. Vale lembrar que em Avaré, Barreto faz parte da mesa legislativa que apoia o governo do PL.

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