
Um morador de Avaré, L.A. vive uma verdadeira odisseia em busca de atendimento e, principalmente, de uma cirurgia necessária desde agosto de 2024, quando sofreu uma lesão que resultou no rompimento de um ligamento de um dos joelhos.
Após constatar o rompimento através de imagens, em m outubro do ano passado, ele procurou o SUS, obtendo o encaminhamento para um ortopedista. No entanto, a consulta com o especialista só veio meses depois, entre o fim de março e o início de abril de 2025 – quase seis meses após o primeiro contato.
A confirmação do diagnóstico foi um alívio misturado com apreensão: cirurgia era inevitável. O médico informou que o encaminhamento para o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) ou para a Unesp de Botucatu poderia levar de 3 a 6 meses. O mais alarmante, porém, foi a ressalva do próprio profissional: a espera pela cirurgia, em si, poderia se estender por um a dois anos. “O próprio médico falou que a maioria das vezes só fazem quando tem ordem judicial para fazer”, relata Luiz, evidenciando a desconfiança em relação à agilidade do sistema de saúde.
Sua situação se agravou no último dia 16 de julho, quando ele sofreu uma nova queda sobre a perna lesionada. Apesar de o raio-x no pronto-socorro descartar fraturas, o pedido de encaminhamento para um ortopedista na Santa Casa foi negado. “Ele disse que não podem mais encaminhar para o ambulatório se for fratura, no meu caso como não houve fratura eles não podem encaminhar”, conta, demonstrando a rigidez do protocolo que, em vez de agilizar, parece burocratizar o acesso à especialidade.
Ao buscar informações sobre seu encaminhamento, o morador ligou para a Secretaria de Saúde e para o sistema Cross. A resposta foi a mesma: que o caso está em fila de agendamento, mas sem previsão para ser chamado. Enquanto isso, a dor e a limitação funcional seguem sendo a rotina de L.A.
A matéria será enviada à pasta competente e a Santa Casa local.




































