No começo da noite desta quarta-feira, 23, faleceu aos 82 anos, o professor e colecionador Milton Alves Portelinha, importante referência na filatelia e na numismática regional. “Sem dúvida, perdemos um dos símbolos do colecionismo no interior paulista. Sobre selos e moedas Portelinha foi a maior autoridade em Avaré”, afirmou Gilberto Fernando Tenor, ex-presidente da Sociedade Numismática Brasileira.

Filatelista há mais de 60 anos, o avareense fundou juntamente com Valter Leite e outros colecionadores o Núcleo Filatélico de Avaré em 25 de julho de 1976, entidade que publicou o “Informativo Olho-de-Boi”, promoveu o Encontro Filatélico de Avaré nesse mesmo ano e as Jornadas Filatélicas de 1976 e 1977.

A partir de 1999, Portelinha fundou em parceria com Gilberto Tenor o Clube Filatélico Avareense, filiado à Federação Brasileira de Filatelia e à Federeção das Entidades Filatélicas do Estado de São Paulo.

À frente desse clube, o colecionador organizou eventos da área como a 3ª Exposição Filatélica de Avaré, para comemorar o centenário de nascimento do padre Emílio Immoos, em junho de 1999.

Na sequência, o filatelista – que também atuou no magistério estadual e foi diretor da Escola Estadual Dr. Paulo Araújo Novaes – promoveu a 4ª Exposição Filatélica, em 2002, marcando os 20 anos da Feira Avareense da Música Popular (Fampop); a 5ª Exposição, em novembro de 2003, celebrando o centenário de nascimento do monsenhor Celso Ferreira; a 6ª Exposição, em maio de 2004, em homenagem à pintora Djanira; e a 7ª Exposição Filatélica de Avaré, em julho de 2005, comemorativa dos 130 anos da Câmara da Vila do Rio Novo.

Portelinha foi membro da diretoria do Centro Cultural de Botucatu e publicou o livro “Coleção de Fichas de Telefone do Brasil”, obra em forma de catálogo que teve nove edições e com a qual foi contemplado em 2021 pela Sociedade Numismática Brasileira com o Prêmio Literário Florisvaldo dos Santos Trigueiros.

 

(Colaborou Gesiel Júnior)