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A Polícia Civil de Avaré, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), deu um passo importante nas investigações que apuram uma denúncia de assédio sexual envolvendo um professor e uma aluna de 16 anos.  Recentemente, agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência do investigado, localizada no bairro Braz II. Foram apreendidos um celular, um notebook e quatro objetos eróticos, semelhantes aos comercializados em sex shop.

Até o momento, o professor não foi preso. As ações realizadas pela Polícia Civil fazem parte da fase de coleta de provas. O investigado responde ao inquérito em liberdade, enquanto o material apreendido passa por perícia técnica para confirmar as denúncias apresentadas pela vítima.

A investigação teve início após a formalização de um Boletim de Ocorrência em maio de 2025. Segundo o relato da adolescente (hoje com 17 anos), o crime teria ocorrido ao longo de oito meses, iniciando-se em agosto de 2024.

A vítima afirma que o docente utilizava sua posição hierárquica e pressão psicológica para manter o relacionamento. De acordo com o depoimento, o investigado teria realizado gravações em vídeo dos encontros, utilizando o material como forma de chantagem emocional para impedir o término do vínculo.

Embora o relato mencione um “consentimento aparente”, a polícia apura o crime sob a ótica do Artigo 216-A do Código Penal (Assédio Sexual), focado no constrangimento com o fim de obter vantagem sexual, prevalecendo-se da condição de superior hierárquico.

O caso segue sob sigilo de justiça por envolver menor de idade.