Em entrevista recente a uma emissora de rádio local, o prefeito Roberto Araújo (PL) falou sobre os desafios enfrentados por sua gestão na zeladoria do município. Durante a entrevista ao locutor Rodivaldo Ripoli (pai do vereador Leo e hoje filiado ao PSD), o chefe do Executivo atribuiu o estado atual de conservação da cidade a dois fatores principais: denúncias que paralisaram contratações e o pagamento de uma dívida milionária deixada pela gestão anterior.

Um dos pontos centrais da fala do prefeito foi a justificativa para o crescimento do mato em áreas públicas. Segundo Araújo, um processo licitatório para contratação de frente de trabalho, que deveria ter sido concluído ano passado, foi interrompido.

O prefeito afirmou que “denúncias infundadas” feitas por opositores, aos quais chamou de “pessoal covarde”, travaram a contratação de mão de obra avareense. Segundo ele, caso o processo tivesse ocorrido normalmente, as equipes estariam atuando na roçada e manutenção, passando pelo período de festas e início de ano.

O prefeito acredita que o Tribunal de Contas deverá liberar o processo agora em janeiro, permitindo a retomada dos serviços.

Ao ser questionado sobre a operação tapa-buraco e pavimentação, Roberto Araújo apresentou dados sobre a situação financeira da prefeitura e disse ter assumido a prefeitura “financeiramente falida”, com um rombo total de R$ 63 milhões, chamando a gestão anterior de Jô Silvestre (o qual foi líder no Legislativo até pouco antes da campanha eleitoral). Desse valor, ele afirma ter pago R$ 41 milhões, restando ainda R$ 22 milhões.

O prefeito enfatizou que o montante bilionário gasto no pagamento dessas dívidas da gestão passada foi o que impediu maiores investimentos diretos em asfalto, reformas de escolas e unidades de saúde.  “Deixamos de aplicar em operação tapa buracos, recapeamento, deixamos de investir para cobrir o rombo da outra gestão”, enfatizou.

Apesar das críticas à situação encontrada, ele afirmou que a prefeitura conseguiu encerrar o último ano com superavit e dinheiro em caixa, o que demonstraria uma gestão responsável dos recursos públicos remanescentes.