
Professores da rede municipal de Avaré realizaram na quinta, dia 21, uma nova manifestação para protestar contra a falta de pagamento do Piso Salarial Profissional Nacional da categoria. O movimento reuniu educadores na Câmara Municipal, que exigem que a prefeitura cumpra a lei federal e remunere os docentes de forma justa.
A manifestação na verdade teve caráter de audiência pública com a participação de vereadores da oposição e situação.
Os professores expuseram a situação caótica que enfrentam há anos por falta de pagamento do piso, uma obrigação prevista em lei. Segundo algumas professoras, o atual prefeito Roberto Araujo, teria prometido em campanha que se assumisse a cadeira do Executivo, faria o pagamento do piso.
Avaré se destaca negativamente na região por ser uma das poucas cidades que ainda não paga o piso salarial aos seus professores.
A manifestação também mostrou que Avaré é a que pior remunera os professores; aqui, um professor adjunto recebe cerca de R$ 16,17 a hora/aula e um Professor de Educação Básica I, R$ 19,26.
Veja a diferença em outras cidades referente aos valores de horas/aulas.
- Fartura R$ 32,22
- Itatinga R$ 31,46
- Cerqueira César R$29,13
- Taquarituba R$ 29,09
- Piraju R$ 27,91
A luta pelo piso salarial
O Piso Nacional do Magistério é um valor mínimo que deve ser pago a professores de escolas públicas em todo o país. O valor é reajustado anualmente pelo governo federal e tem como objetivo valorizar a carreira docente e garantir que os profissionais da educação tenham uma remuneração digna.
Apesar da lei ser clara, prefeitos de algumas cidades alegam dificuldades financeiras para cumprir a determinação. Em Avaré, o debate tem se arrastado e, até o momento, a categoria não obteve uma resposta concreta sobre quando o piso será implementado.
Os professores de Avaré afirmam que a luta continuará até que a prefeitura regularize a situação. Eles esperam que a mobilização sensibilize a administração municipal a reconhecer a importância de seu trabalho e a cumprir o que determina a legislação. A educação de qualidade é a base para o desenvolvimento de uma cidade, e a valorização de seus profissionais é o primeiro passo para alcançá-la.
O Ministério Público não se manifestou até o momento.




































