A sessão legislativa desta segunda-feira (9) subiu de temperatura quando a vereadora Adalgisa Ward (Podemos) confrontou o secretário do Meio Ambiente de Avaré, Judésio Borges. O desentendimento começou após o secretário tentar minimizar as cobranças dos parlamentares sobre a crise na coleta de lixo e o abandono do Horto Florestal, sugerindo que era “fácil criticar” a situação.

Adalgisa Ward não deixou a declaração passar em branco e interveio de forma incisiva. A vereadora frisou que o papel constitucional do vereador é justamente o de vigilante dos serviços públicos, e não meramente um crítico externo.

“Isso não é crítica. A obrigação do vereador é fiscalizar e o secretário tem que nos ouvir”, disparou a parlamentar.

Em um tom de defesa das prerrogativas do Poder Legislativo, Adalgisa enfatizou que o diálogo com o secretariado é uma via de regra, não um favor. “Quando pararmos de falar, vai fechar a Câmara”, completou, sugerindo que a omissão dos vereadores tornaria a própria existência da casa de leis irrelevante.

O clima de tensão e a troca de farpas levaram o presidente da Casa, Samuel Paes (PSD), a interromper a fala da vereadora alegando que o espaço era apenas para perguntas. O episódio evidenciou o desgaste na relação entre a pasta do Meio Ambiente e o Legislativo avareense.

Além da coleta de lixo, a falta de manutenção do Horto Florestal foi o combustível para o embate. Enquanto Borges justificava os problemas com a falta de servidores e a conduta de funcionários públicos, Adalgisa e outros parlamentares mantiveram a pressão, alegando que a população não pode ser penalizada pela falta de gestão eficiente de um dos principais cartões-postais da cidade.

O confronto deixa claro que o Secretário terá dificuldades em encontrar apoio na Câmara enquanto os serviços essenciais não forem normalizados e as demandas de zeladoria do município continuarem reprimidas.