A Secretaria Municipal da Saúde de Avaré enviou agora a pouco nota à imprensa, informando que “foram tomadas todas as providências cabíveis relacionadas à acusação de assédio sexual contra um profissional da saúde registrada na noite de domingo, 29, no Pronto Socorro Municipal”.

Note-se que o documento refere-se ao caso como “assédio sexual” e não como “estupro de vulnerável” como consta no boletim de ocorrência da Polícia Militar.

“O funcionário passou por uma audiência de custódia na manhã de segunda-feira, 30, sendo liberado pela justiça”, informa a pasta. A Secretaria Municipal da Saúde continua acompanhando o caso, diz a nota.

O caso

Para relembrar o caso, um enfermeiro de 44 anos foi detido acusado de estupro de vulnerável em Avaré que teria ocorrido no Pronto Socorro Municipal.

De acordo com o relato da mãe da vítima, ela compareceu ao Pronto Socorro Municipal com seus dois filhos, que apresentavam febre e outros sintomas. Após a consulta médica, a filha de 11 anos, que também tinha vermelhidões aparentando alergia, foi encaminhada para a sala de medicação. No local, um enfermeiro estaria responsável por medicar as crianças.

Ainda segundo a denúncia, durante o atendimento, a menina mostrou a barriga e as costas ao enfermeiro. Nesse momento, ele teria fechado a porta da sala de medicação e iniciado um exame inadequado na criança, mesmo com a presença da mãe, que presenciou a cena indignada. O enfermeiro colocou a mão em sua blusa e sutiã da menina, puxando a peça íntima, que tentou segurar com as mãos dele, mas seus seios ficaram parcialmente expostos.

A garota conseguiu empurrar a mão do enfermeiro para baixo, cobrindo seus seios, e saiu imediatamente da sala, junto com a mãe, que no momento gritou com ele. Diante do ocorrido, a genitora a procurou o Plantão Policial.

A Polícia Militar foi acionada e conduziu o enfermeiro à delegacia, onde foi elaborado o Boletim de Ocorrência de estupro de vulnerável. O homem de 44 anos permaneceu à disposição da justiça.