
O in Foco publicou ontem (21), reportagem sobre um suposto caso de perseguição administrativa, desrespeito ao Estatuto do Servidor Público Municipal e violação de direitos de uma criança com deficiência relatada pela servidora Tânia Fidêncio e que envolve a secretaria da Educação de Avaré.
Segundo ela, uma série de ações que, supostamente, configurariam abuso de autoridade, teriam causado sofrimento ao seu filho, aluno da rede municipal com diagnóstico de TDAH e Transtorno Opositor Desafiador (TOD), e em investigação para Transtorno do Espectro Autista (TEA), que foi transferido de escola após uma hipotética desavença. Os eventos teriam ocorrido entre setembro e outubro (veja link da matéria de ontem aqui).
Procurado pela reportagem ainda ontem, o secretário da pasta César Augusto de Oliveira, rebateu as alegações da servidora. “Ela cometeu um erro terrível, não poderia ter nos acusado disso, pois sabe que não houve qualquer tipo de perseguição, tampouco prejuízos ao seu filho”, frisou.
Segundo ele, a servidora em questão teria registros de condutas impróprias como ameaças a colegas, ameaças do esposo dela às pessoas na unidade escolar.
“Em nenhum momento ela foi intimidada por ninguém da secretaria; jamais disse que o MP concordaria comigo porque sou advogado… ela chegou ameaçando que o marido era Maçon, que tomaria providências contra nós e que denunciaria ao MP… eu disse para ficar à vontade. Todos os atos praticados pela supervisão foram feitos pensando no bem-estar da criança que está bem e feliz no Maneco, conforme relatório da direção, ao contrário do que ele vivia no Maria Pierina, onde batia nas crianças menores e ninguém podia chamar a atenção dele, pois a mãe interferia na disciplina da escola em favor do filho”, argumentou César.
O secretário disse que tem arquivo com todas as provas e as colocou a disposição do in Foco, que ainda essa semana checará os documentos.
Paralelamente a isso, após a publicação da reportagem, alguns pais procuraram a redação para dizer que a servidora teria sido afastada por supostos maus-tratos aos alunos.
“A senhora Tânia foi transferida de escola não foi por perseguição e sim por denúncias de mãe por maltratar alunos – inclusive a minha filha com TEA suporte 2 . Depois dessa senhora maltratar minha filha, mesmo ela saindo da escola, estou tendo dificuldade em manter minha filha na escola por conta que ela está traumatizada com o que aconteceu e depois desse episódio com essa senhora, ela passou a dar trabalho na escola. Ela vivia arrumando confusão na porta da escola com pais de alunos. Perseguição era o que essa senhora fazia com alunos”, contou uma mãe.




































