
Dois servidores públicos municipais de Avaré procuraram a redação do in Foco para relatarem uma suposta perseguição política no ambiente de trabalho. De acordo com relatos, a administração municipal estaria hipoteticamente utilizando práticas de intimidação e retaliação contra funcionários, que se tornam alvos por não se alinharem a certos grupos políticos ou por não se submeterem a pressões.
Um caso de perseguição política que ganhou destaque nas redes sociais foi do servidor Flávio Henrique de Oliveira Gomes, concursado há 18 anos, que utilizou suas redes sociais recentemente para denunciar a situação que estaria vivenciando, incluindo cortes de benefícios e transferências arbitrárias.
Flávio, que é oficial de manutenção, trabalhava como maqueiro no setor de ambulância, onde realizava um alto número de horas extras. No entanto, o problema começou após ele postar publicamente, em sua conta, um contracheque com um valor de apenas R$ 350. Segundo ele, essa postagem, que teve grande repercussão, foi o estopim para uma série de retaliações por parte da prefeitura.
Em relato agora, ele afirma que foi realocado para o cemitério e teve sua insalubridade cortada, mesmo trabalhando com cadáveres.
Na reportagem anterior, Flávio afirmou ter provas das perseguições e que o problema estaria relacionado ao fato de ele e sua esposa, que foi candidata a vereadora, terem apoiado outro candidato à prefeitura. Ele ainda questionou o alto número de comissionados na administração municipal, que, segundo ele, recebem muito mais que os servidores concursados.
Outro servidor que pediu o anonimato, também tem um relato semelhante; por ter apoiado outro candidato, acabou sendo transferido também para o cemitério municipal e teria sido ameaçado ou intimidado inclusive por postagens em suas redes sociais, nas quais, segundo ele, abordava temas que são seus direitos.
A matéria será enviada a secretaria de Comunicação para saber qual posicionamento do governo sobre o problema.





































