
A sessão ordinária da Câmara Municipal de Avaré, realizada nesta segunda-feira, dia 2 de março, foi marcada pelo tom de indignação do vereador Luiz Claudio da Costa (Podemos). Durante o uso da tribuna, o parlamentar trouxe a público um dado preocupante que evidencia uma grave crise de comunicação e transparência entre os poderes Legislativo e Executivo: o governo municipal encerrou o ano de 2025 sem responder a nenhum dos 150 requerimentos enviados por seu gabinete.
O número, considerado expressivo, reflete pedidos de informações sobre diversos setores da administração pública, desde obras de infraestrutura até questionamentos sobre gastos e serviços básicos. Para o vereador, o silêncio da Prefeitura não é apenas uma descortesia política, mas um entrave ao trabalho de fiscalização que é dever de todo parlamentar.
Em seu discurso, Luiz Claudio enfatizou que a função do requerimento é dar voz aos anseios da população, que busca respostas através de seus representantes.
“Fizemos 150 requerimentos no ano passado e não tivemos resposta de nenhum. Isso é uma falha de comunicação gravíssima. O governo simplesmente ignora o papel fiscalizador desta Casa”, pontuou o vereador.
A crítica reforça uma percepção crescente de que o fluxo de informações entre o Paço Municipal e o Legislativo está obstruído. Quando o Executivo deixa de responder formalmente aos questionamentos, compromete a transparência pública e impede que a sociedade saiba, com clareza, como os recursos e projetos estão sendo geridos.
A falta de respostas atinge diretamente o cidadão avareense. Requerimentos geralmente tratam de prazos para manutenção de vias, falta de medicamentos, cronogramas de limpeza e detalhes de licitações. Sem o retorno oficial, o vereador fica de “mãos atadas” para dar um posicionamento aos moradores que o procuram.




































