
Diversos moradores de Avaré tem reclamado da demora excessiva da equipe de enfermagem para ministrar medicações após a consulta médica.
Embora o atendimento médico e a triagem sejam, em muitos casos, considerados ágeis, o “pós-consulta” tem falhado, segundo relatos. Diversos munícipes contam que o tempo de espera entre a saída do consultório e a chegada da enfermeira com o remédio prescrito ultrapassa o limite do aceitável, colocando em risco a recuperação dos pacientes.
Um exemplo recente e alarmante dessa demora ocorreu na última sexta-feira (13). Um idoso deu entrada no Pronto Socorro com um quadro grave de crise hipertensiva (pressão arterial em 20/8), apresentando tonturas e mal-estar.
Mesmo após o médico diagnosticar a gravidade e prescrever medicação imediata para baixar a pressão e observação por uma hora, o paciente enfrentou uma espera de 1h30min apenas para ser medicado. De acordo com o acompanhante, a justificativa dada pela equipe de enfermagem e da farmácia foi o “sumiço” da ficha do paciente, que só foi localizada após insistentes questionamentos e cobranças.
Este não é um episódio isolado. A reclamação reflete um problema de fluxo administrativo e operacional que parece se repetir. No caso específico da hipertensão severa, cada minuto de atraso na medicação aumenta as chances de complicações graves, como infartos ou AVCs.
A população questiona por que, após um diagnóstico célere por parte dos médicos, o sistema trava justamente na execução do tratamento. O extravio de fichas e a lentidão na preparação de doses na farmácia interna evidenciam a necessidade urgente de uma revisão nos protocolos de atendimento e na organização das equipes de apoio e enfermagem das unidades de saúde do município.
Recentemente, outra munícipe em uma postagem nas redes sociais, reclamou que o departamento de saúde havia perdido a guia de exame da filha.




































