
A Delegacia de Polícia de Polícia de Taguaí confirmou, nesta quarta-feira (18) à reportagem do in Foco, que mantém a linha investigativa sobre o caso envolvendo a suposta comercialização irregular de medicamentos emagrecedores (Tirzepatida) no município. Em nota oficial enviada ao portal, a instituição afirmou que o inquérito segue seu trâmite regular.
“A Delegacia de Polícia de Taguaí mantém a linha investigativa inicialmente adotada, prosseguindo o inquérito policial em seu trâmite regular, com a realização de todas as diligências necessárias ao completo esclarecimento dos fatos, até sua conclusão e posterior remessa ao Poder Judiciário”, declarou a Polícia Civil.
O posicionamento ocorre após veiculação de matéria com informações de um dos advogados de defesa de um dos envolvidos. Documentos enviados à reportagem e medidas judiciais protocoladas pela defesa da família investigada (G.A.A.O. e P.A.O.C.) alegam que a operação policial de janeiro foi baseada em uma “denúncia integralmente falsa” feita pelo médico P.R.P.A., que atua no Pronto Socorro Municipal.
Segundo os autos do processo (nº 1500678-21.2026.8.26.0392), o médico teria informado à polícia que atendeu uma paciente em “choque anafilático gravíssimo” devido ao uso de Tirzepatida fornecida pelos vizinhos – medicamento proibido pela Ansiva.
A defesa, liderada pelos advogados Dra. Débora Carolina Monteiro e Dr. Alfredo Cordeiro, sustenta que o médico — que mora a apenas uma casa de distância dos investigados — agiu por animosidade pessoal e rivalidade profissional, já que um dos investigados também estuda medicina no Paraguai.
A defesa também argumenta que o filho dos investigados, um menino de apenas 9 anos, durante a execução do mandado de busca na residência, teria entrado em choque e que ainda sofreria sequelas psiquiátricas do episódio.
O Caso
Em janeiro, a Polícia Civil cumpriu mandados em dois endereços de Taguaí, apreendendo ampolas de substâncias proibidas pela Anvisa, celulares e tablets. Na época, a investigação apontava que os medicamentos vinham do Paraguai para comercialização ilegal.
O portal in Foco seguirá acompanhando o desfecho do inquérito e mantém o espaço aberto para a manifestação do médico P.R.P.A. e demais citados.




































