Uma internauta identificada como Eunice Martos Barros, supostamente defensora do presidente do legislativo Samuel Paes (PSD) e do líder do prefeito, Pedro Fusco (PL) continuou a atacar o jornal in Foco durante o processo de votação da cassação, do qual Paes foi absolvido como já era esperado com o aval da bancada situacionista.

A mulher usa suas redes sociais para desferir ataques sem precedentes contra a jornalista Cida Koch e contra o in Foco. A apoiadora chegou ao extremo de acusar a jornalista de integrar uma “facção criminosa”. O ataque ocorreu em um momento estratégico: a tentativa de personificar a denúncia na figura da jornalista para desviar o foco da gravidade dos atos cometidos no plenário.

Durante a votação da cassação na transmissão online a defensora fez novas e graves acusações que irá responder judicialmente, assim como todos os envolvidos.

O vereador Pedro Fusco (PL), líder do prefeito Roberto Araújo na Câmara, protocolou um requerimento pedindo a quebra de sigilo para investigar uma suposta “milícia digital” em Avaré.

Juristas e observadores políticos questionam se o pedido de quebra de sigilo visa realmente proteger a democracia ou se é uma ferramenta para intimidar vozes críticas à atual gestão.

A proximidade entre a autora das ofensas e o líder do prefeito levanta uma questão ética: como combater uma suposta “milícia digital” se os ataques reais e presenciais partem de dentro da própria estrutura de apoio parlamentar?

A estratégia de ataque à imprensa não parou nas ofensas verbais. Durante o processo da CP, houve a exibição pública de áudios editados e prints de conversas privadas de WhatsApp, o que configura, em tese, uma grave violação do sigilo de comunicações.

O in Foco reafirma que o exercício do jornalismo investigativo — ouvir o cidadão e formatar denúncias — é um papel social legítimo e não “mentoria intelectual” ou “manipulação”, como tentaram pintar os aliados do governo na tentativa de ganhar tempo e adiar decisões cruciais.

Diante das calúnias proferidas na tribuna, a jornalista Cida Koch já informou que medidas judiciais cabíveis serão tomadas contra os responsáveis pelas ofensas e contra quem utilizou o aparato público para difundir mentiras.

O episódio revela que a tentativa de vincular profissionais sérios a práticas criminosas é o último recurso de quem não possui argumentos técnicos para defender comportamentos que ferem o decoro parlamentar. O in Foco seguirá cobrindo os bastidores da política avareense, sem se curvar a intimidações, sejam elas vindas de perfis falsos ou da própria tribuna da Câmara.