
Uma fatalidade registrada em um supermercado no bairro Bonsucesso em Avaré no último sábado, 16, tem repercutido entre a população, sobre a eficiência do atendimento de urgência e emergência na cidade. Um idoso teria passado mal no estabelecimento e acabou infelizmente falecendo no local, supostamente pela demora no atendimento.
Segundo relatos de testemunhas, a vítima chegou com mal estar e teria dito que recentemente passou um procedimento cirúrgico nos olhos na UNESP; ele acabou vindo a óbito no local após sofrer um mal-estar súbito, apesar de todos os esforços da equipe do estabelecimento.
De acordo com testemunhas e funcionários que presenciaram a cena, a vítima chegou ao estabelecimento sozinha e desacompanhada, apresentando sinais claros de debilidade, quase caindo logo na entrada. Prontamente, a equipe do mercado prestou os primeiros cuidados, acomodando o senhor em uma cadeira de rodas e buscando auxílio imediato em uma farmácia vizinha.
Diferente de um colapso fulminante, os relatos apontam que o homem permaneceu consciente por um período. Durante os primeiros socorros prestados no comércio, sua pressão arterial foi aferida, constatando-se que estava criticamente elevada. Diante da gravidade do quadro, as tentativas de acionamento de socorro médico especializado se tornaram uma dolorosa saga contra o tempo.
A primeira tentativa de contato com o serviço de ambulância local esbarrou em uma resposta alarmante: a previsão de espera informada seria de aproximadamente duas horas. Com a rápida piora no estado da vítima, que começou a apresentar resfriamento corporal, novas ligações foram feitas para os números de emergência 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros).
Enquanto a família — localizada após a própria vítima conseguir passar o contato — corria contra o tempo para chegar ao local, funcionários e clientes assistiam impotentes ao agravamento da situação.
A indignação de quem acompanhou os momentos finais do idoso gira em torno da ausência de suporte técnico a tempo de salvar uma vida. Segundo relatos de pessoas que estiveram no local, nenhuma unidade do SAMU ou do Corpo de Bombeiros teria chegado para realizar as manobras de socorro ou o transporte hospitalar enquanto o homem ainda lutava pela vida.
“Não veio um SAMU, bombeiro nem nada para socorrer”, lamentou uma das testemunhas sob a condição de anonimato. O óbito foi constatado no próprio chão do estabelecimento. Diante da perda irreparável e da ausência de equipes médicas, funcionários do supermercado precisaram cobrir o rosto do idoso, em uma cena que chocou os presentes.
A Polícia Militar foi a primeira força de segurança a chegar ao endereço, porém, quando os oficiais adentraram o local, o senhor já havia falecido, restando apenas a condução do corpo. O serviço do SAMU teria chegado ao supermercado apenas após a retirada do corpo pela PM.
O episódio levanta um debate crucial na comunidade avareense sobre a estrutura, o tempo de resposta e a triagem das chamadas de emergência na região. A reportagem buscará contato com a Secretaria Municipal de Saúde e a coordenação do SAMU regional para esclarecer os motivos do atraso relatado pelas testemunhas e quais protocolos foram adotados diante do chamado classificado como de alto risco.





































