Uma história comovente que tem vioralizado recentemente nas redes sociais e em aplicativos de mensagens — pedindo ajuda financeira para uma suposta moradora chamada “Melissa de Lurdes”, que estaria rifando a própria geladeira e o fogão para pagar o tratamento de um câncer de mama e sustentar a filha de 2 anos — é um golpe.

O portal de notícias in Foco constatou que a narrativa trata-se de um esquema fraudulento planejado para explorar a boa-fé e a solidariedade das pessoas. O in Foco foi procurado pela tal Melissa pedindo ajuda para a suposta campanha para seu “tratamento de câncer”. Checando os detalhes, o jornal confirmou que trata-se de um golpe que usa a boa fé das pessoas. O mesmo texto, com variações mínimas nos nomes e cidades, vem sendo espalhado em diversas regiões do país, incluindo municípios do Rio Grande do Sul e do interior paulista.

Como funciona o esquema da falsa vaquinha

O golpe utiliza uma tática agressiva de engenharia social e manipulação emocional:

História dramática e apelativa: Os criminosos criam um enredo de extremo sofrimento — incluindo diagnóstico de doença grave (como câncer ou problemas renais em crianças), abandono paterno, perda de benefícios sociais e a decisão extrema de vender ou rifar os próprios móveis da casa.

Uso de links de rifas e chaves PIX de terceiros: A publicação induz os leitores a realizarem transferências via PIX ou a comprarem bilhetes em sites de rifas personalizadas não auditados.

Fuga ao solicitar comprovação: Ao serem questionados sobre laudos médicos recentes, comprovantes de residência, registro no SUS ou quando voluntários se oferecem para realizar visitas presenciais, os golpistas interrompem a conversa e bloqueiam os contatos imediatamente. No caso enviado ao in Foco, ela forneceu documentos e até foto de ukm CPF que serão encaminhados à Polícia Civil para investigação.

Em abordagens registradas no Rio Grande do Sul por outros veículos de imprensa, perfis ligados ao mesmo número de telefone se apresentavam como “Melissa De Lurdes”, alegando ter uma filha com problemas nos rins. Ao ter o endereço solicitado por administradores de páginas locais para confirmação dos fatos, a pessoa cessou qualquer resposta.

“Trata-se de um estelionato que se aproveita da empatia e da generosidade do público. Além do prejuízo financeiro às vítimas, esse tipo de crime causa um dano irreparável a quem realmente precisa de socorro legítimo e passa a enfrentar a desconfiança da sociedade.”

Orientações para não cair em fraudes nas redes sociais

Diante da proliferação de correntes falsas de arrecadação na internet, o in Foco reforça os cuidados fundamentais antes de realizar qualquer doação ou compartilhar publicações de apelo financeiro:

  • Cheque a veracidade antes de compartilhar: Nunca repasse publicações sem confirmar se a história foi apurada por veículos de imprensa profissionais ou entidades assistenciais reconhecidas da sua cidade.
  • Exija documentação e transparência: Pedidos idôneos de ajuda financeira costumam disponibilizar laudos médicos com CRM legível do médico responsável, receitas, prontuários ou identificação clara do hospital onde o paciente realiza o tratamento.
  • Cuidado com chaves PIX em nome de pessoas físicas desconhecidas: Dê preferência a doações intermediadas por instituições filantrópicas organizadas, ONGs registradas ou diretamente em contas do próprio hospital mantenedor.
  • Alertou? Denuncie: Ao constatar uma publicação suspeita ou tentativa de golpe, denuncie o perfil na própria plataforma (Facebook, Instagram, WhatsApp) e registre o Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.

Se você visualizou a mensagem referente à “rifa dos móveis de Melissa”, não realize transferências e alert seus contatos sobre a fraude.

ALERTA

Em Avaré, a pessoa identificada como Melissa de Lurdes Dutra da Silva, passa estes dados abaixo:

• PIX (Chave Celular): 15 99614-3437
• Titular: Melissa
• Banco: Caixa Econômica Federal
• Rifa Online (R$ 15,00 o número): Acesse o link da rifa personalizada
• WhatsApp para informações e doação de mantimentos/roupas: (15) 99614-3437

NÃO ACESSE, NEM DOE NADA. REITERAMOS: É GOLPE!!