
Uma denúncia gravíssima de abuso sexual, coação armada e abuso de autoridade envolvendo um agente público está abalando a região de Avaré. Em um vídeo que circula nas redes sociais, Juliana Neves relata ter sido vítima de violência sexual por parte de um escrivão da Polícia Civil durante um suposto procedimento oficial.
De acordo com o relato de Juliana, o caso teve origem no dia 6 de fevereiro de 2026, quando ela teria sido injustamente acusada de pichar a palavra “pedófilo” no portão de um morador influente de Avaré. No dia 19 de fevereiro, ao comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos, ela foi atendida pelo escrivão L. L.
A vítima afirma que, sob o pretexto de coletar provas (prints de conversas), o escrivão obteve seu número pessoal e passou a enviar mensagens de cunho sedutor e elogios constantes.
O ponto mais crítico da denúncia ocorreu no dia 27 de fevereiro, por volta das 16h, segundo a mulher. Juliana narra que o escrivão a buscou em uma viatura oficial da Polícia Civil e a levou até o “Cuesta Café”, em Botucatu, alegando que precisavam sair de Avaré devido à natureza do processo.
“Na volta de Botucatu para Avaré, ele parou o carro. Ele estava armado e me coagiu a ter relações sexuais com ele. Foi algo indescritível”, desabafou a vítima no vídeo.
Após o episódio, Juliana relata ter entrado em um colapso emocional profundo. O trauma resultou em uma internação hospitalar para tratamento psiquiátrico entre os dias 4 e 17 de março. Recentemente, exames de saúde confirmaram que a vítima não contraiu doenças sexualmente transmissíveis (ISTs), o que a encorajou a tornar o caso público.
Entretanto, a situação tomou um rumo ainda mais angustiante segundo ela. Juliana descobriu que o escrivão registrou um boletim de ocorrência contra ela, alegando que ele teria sido agredido pela mulher. A denunciante afirma ainda no vídeo que delegados locais têm conhecimento do ocorrido, mas que ouviu frases de descredibilização, sugerindo que a culpa pelo abuso seria dela.
Procurada pela equipe do in Foco, Juliana Neves confirmou que está formalizando o boletim de ocorrência e buscando as medidas judiciais cabíveis para garantir sua segurança e a de suas filhas, já que afirma estar sofrendo ameaças.
A Polícia Civil, por meio de seu setor de comunicação, foi contatada pela nossa reportagem, mas informou que, até o momento, não irá se manifestar sobre o caso. O escrivão continua exercendo suas funções normalmente.
O portal in Foco continuará acompanhando o desdobramento das investigações, prezando pela transparência e pela apuração rigorosa dos fatos.
Canais de Apoio: Se você ou alguém que você conhece é vítima de violência contra a mulher, denuncie. Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou procure a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).





































