
O ambiente político na Câmara Municipal de Avaré continua gerando desdobramentos mesmo após o polêmico arquivamento da Comissão Processante (CP) contra o presidente do Legislativo, Samuel Paes (PSD).
Em meio narrativas mentirosas que fizeram parte da defesa do presidente, com divulgação ilegal de prints, um deles é de que vereador Léo Ripoli (Podemos) teria sido “cacetado” pela jornalista Cida Koch.
A ‘cacetada’ a que a jornalista se refere, é um comentário enviado por whatsApp ao vereador após seu voto favorável ao absurdo aumento de salários dos vereadores. “Vergonha; todo mundo está comentando isso; todos esperavam que você votasse contra. Achei que você seria diferente Leo”, disse a jornalista.
Procurado pela própria jornalista, Ripoli buscou pôr fim às especulações: “Mas EU disse em algum momento que você me caceteou?”, questionou. O parlamentar foi enfático ao afirmar que não possui qualquer tipo de desavença pessoal ou profissional com a jornalista.
“Não tenho absolutamente nada contra você”, garantiu o vereador, rebatendo termos e boatos que tentavam desenhar um cenário de hostilidade ou embate direto entre o gabinete dele e a cobertura do in Foco. Veja abaixo os prints da conversa com o vereador.

O reflexo da votação da CP
A movimentação nos bastidores ocorre logo após um dos momentos mais tensos do ano na Câmara de Avaré. Conforme amplamente coberto pelo in Foco, no final de abril, o plenário votou o relatório final da CP que investigava o presidente da Casa, Samuel Paes, por quebra de decoro parlamentar — episódio que teve origem no final de 2025, quando um munícipe foi retirado à força do plenário durante o protesto contra o aumento de quase 80% nos subsídios dos vereadores.
O relatório assinado pelo vereador Magno Greguer pedia a cassação de Paes, mas o caso acabou arquivado por 7 votos a 6, já que eram necessários nove votos (dois terços) para a aprovação. Léo Ripoli fez parte do grupo de sete vereadores que votou contra a cassação do presidente, ao lado de nomes como Jairinho do Paineiras, Everton Machado, Dr. Hidalgo, Ana Paula, Moacir Lima e Pedro Fusco.
O posicionamento dos parlamentares que blindaram o presidente da Câmara gerou forte reação popular e intensa cobrança por parte dos cidadãos avareenses. Nesse cenário de alta temperatura política, surgiram tentativas de criar “cortinas de fumaça”, sugerindo que veículos de imprensa estariam perseguindo ou atacando individualmente os vereadores que votaram pelo arquivamento.
A fala de Léo Ripoli ajuda a desarmar narrativas que tentam transformar a legítima cobrança pública e a cobertura jornalística do in Foco em “perseguição pessoal”. Como o próprio eleitorado tem destacado nas redes sociais do portal, a atuação de Cida Koch tem se pautado por dar voz ao sentimento de indignação da comunidade, sem se curvar a pressões políticas ou tentativas de intimidação.





































