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Um grupo de servidores públicos municipais aposentados da prefeitura de Avaré tem ido ao Legislativo semanalmente para cobrar e protestar contra a falta de pagamento de progressão de letras e atrasados. Na noite desta segunda, dia 15, eles completaram 57 sessões no Legislativo, aguardando por respostas, sem sucesso.

Sem respostas concretas do Poder Executivo, a categoria decidiu mobilizar-se diretamente no plenário da Casa de Leis para exigir uma solução definitiva para a grave crise financeira que enfrentam: muitos afirmam que os vencimentos dos inativos acumulam uma defasagem histórica estimada em 75%.

A presença constante dos aposentados nas sessões parlamentares já se tornou um termômetro do descontentamento da categoria. Eles reivindicam direitos básicos assegurados em lei, mas que não vêm sendo aplicados à realidade de quem dedicou décadas de trabalho ao município.

O movimento dos servidores inativos baseia-se em duas pautas emergenciais que travam o poder de compra da categoria:

  • Concessão de Progressões: O cumprimento e a extensão das evoluções de carreira que garantem reajustes baseados no tempo de serviço e mérito, estagnadas para o grupo. Em termos simples, a progressão de letras é como um reconhecimento por seu tempo de serviço e experiência. A cada período trabalhado, você avança para uma nova letra, com um salário maior.
  • Correção Frente à Inflação: A aplicação de uma revisão geral anual real, capaz de estancar o severo arrocho salarial que corrói o orçamento familiar dos idosos.

“Não estamos pedindo favores, estamos cobrando o cumprimento da dignidade que nos foi prometida após uma vida inteira de contribuição”, desabafou um dos servidores presentes. O sentimento geral é de que os aposentados foram deixados em segundo plano.

A estratégia dos aposentados ao ocupar o Legislativo é forçar uma mediação política entre os vereadores e o prefeito. Como os projetos que envolvem gastos orçamentários dependem exclusivamente do gatilho do Poder Executivo, a categoria espera que a pressão parlamentar obrigue a prefeitura a abrir uma mesa de negociação legítima.

Em abril do ano passado, o in Foco já havia questionado o governo através da Secom (Secretaria de Comunicação) para saber quando o prefeito faria o decreto autorizando o pagamento das progressões aos aposentados. A resposta foi de que “o assunto estaria em análise e discussão pelo executivo”.