
A transição na gestão da empresa contratada para fornecer serviços médicos ao hospital e ao Pronto-Socorro Municipal de Piraju desencadeou uma forte onda de repercussão e indignação no município. A reestruturação da escala de plantões resultou no desligamento repentino de quatro profissionais que atuavam diretamente nos atendimentos de urgência, emergência, internações e na regulação de transferências de pacientes: Dra. Yaeko Kawata, Dra. Paula, Dra. Nelciane e Dr. Edson.
O anúncio das demissões gerou uma imediata reação da comunidade. O principal foco da comoção popular reside no afastamento da Dra. Yaeko Kawata, médica com mais de um quarto de século de dedicação contínua à saúde pública pirajuense. Reconhecida pelo atendimento humanizado e pelo rigor técnico, Dra. Yaeko teve papel de destaque na linha de frente durante os momentos mais severos da pandemia da Covid-19, tornando-se uma figura de profunda confiança para as famílias da cidade.
Segundo informações apuradas junto a veículos de imprensa da região, a saída dos médicos não decorreu de processos disciplinares ou avaliação individual de desempenho, mas sim da substituição da empresa gestora responsável pelo quadro de plantonistas do Pronto-Socorro.
Embora mudanças de prestadores de serviço façam parte da rotina administrativa de entidades gerenciais, a dispensa em massa de profissionais integrados à rotina do município acendeu um alerta sobre a fragilização do vínculo entre médicos e a comunidade. Usuários do SUS apontam que a alta rotatividade de médicos desconhecidos prejudica a continuidade de tratamentos e o histórico clínico dos pacientes assistidos no pronto atendimento.
Nas redes sociais e em grupos comunitários, moradores organizam manifestações de solidariedade e iniciaram a articulação de atos públicos de protesto para cobrar explicações das autoridades. A população exige que o Executivo e a direção hospitalar revisem a decisão ou garantam que a qualidade e a humanização do atendimento de urgência não sejam sacrificadas em nome de adequações contratuais.
O espaço permanece aberto para que a Administração Municipal de Piraju e a diretoria do hospital apresentem formalmente a justificativa para o modelo de contratação adotado e os planos de contingência para a manutenção da escala médica.
(Fontes parciais Sudoeste e Expresso Piraju)





































