
O ano de 2026 começou com um clima de insegurança para as dezenas de famílias dos trabalhadores responsáveis pela limpeza urbana de Avaré. A empresa SUMA Brasil – Serviços Urbanos e Meio Ambiente S.A., concessionária do serviço na cidade, teria iniciado neste mês um processo de demissão em massa, colocando seus funcionários em aviso prévio.
A medida pegou os colaboradores de surpresa. Relatos enviados à nossa redação detalham o impacto emocional e financeiro da decisão. “Presente de começo de ano para todos os funcionários que têm família para sustentar… trabalhar 3 anos e sair assim. Todos estão de aviso prévio. Ninguém estava sabendo, apenas ficamos sabendo o dia que chamaram para assinar”, lamenta o familiar de um dos trabalhadores afetados.
O cenário das supostas demissões, ainda não confirmadas pela empresa ou pela prefeitura, aparentemente não teriam justificativas. Em fevereiro do ano passado, a Prefeitura de Avaré, através do Secretário Municipal de Meio Ambiente, Judésio Borges, ratificou uma Dispensa de Licitação (nº 008/2025) no valor de R$ 4.689.024,54.
O objetivo do contrato emergencial era garantir o “manejo integrado de resíduos”, que engloba desde a coleta convencional e seletiva até a educação ambiental. Além desse contrato, a empresa vinha operando sob prorrogações de contratos anteriores (como a Concorrência Pública nº 016/2018), com empenhos mensais que superavam a casa dos R$ 590 mil em meses como maio e julho de 2025.
O documento de aviso prévio entregue aos funcionários detalha que os desligamentos ocorrem com base na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com agendamentos de exames demissionais já para os próximos dias e pagamentos de verbas rescisórias programados.
A situação levanta questões urgentes para a população avareense principalmente com o receito de uma hipotética suspensão da limpeza pública a partir de fevereiro.
Contudo, pessoas ligadas a outros funcionários da mesma empresa afirmam ser “fake news’ esses relatos de demissões em massa. A reportagem apurou que a prefeitura e o secretário do Meio Ambiente instauraram em dezembro um inquérito contra a empresa que foi contratada após rescisão com a anterior (veja link abaixo).
O in Foco permanece acompanhando o caso e deixa o espaço aberto para que a Prefeitura Municipal e a empresa SUMA Brasil se manifestem sobre o destino do serviço de limpeza pública e a situação dos trabalhadores.




































