O serviço de hemodiálise em Avaré foi alvo de reclamações recentemente. Relatos enviados à nossa redação detalham um cenário de apreensão por parte de pacientes que enfrentam mudanças no atendimento, enquanto a provedoria da instituição nega irregularidades e classifica algumas queixas como inverídicas.

Pacientes e familiares denunciam uma suposta extinção do 3º turno de atendimento que teria ocorrido sem aviso prévio oficial ou consulta aos usuários. Segundo os relatos, a mudança impactou diretamente aqueles que dependem de flexibilidade de horários para consultas e exames em centros de referência como a UNESP (Botucatu) e Jaú.

Além da alteração nos turnos, os usuários apontam queixas sobre cadeiras desconfortáveis e suportes que não atenderiam às necessidades de quem passa quatro horas em tratamento, três vezes por semana. Há relatos de que pacientes se sentem “apenas números”, sem acesso direto à direção e sem oferta de lanches durante o período de diálise, além de alegações de que algumas máquinas seriam antigas e estariam em estado precário.

Santa Casa rebate

Em resposta aos questionamentos, o provedor da Santa Casa, Miguel Chibani, rebateu duramente as críticas. Segundo ele, a mudança de horários foi uma medida necessária e pactuada para otimizar o atendimento de mais de 170 pacientes, garantindo que moradores de Avaré não precisem retornar para casa tarde da noite (após as 23h).

Chibani destacou os investimentos recentes na unidade:

  • Novas Poltronas: O provedor informou a compra recente de 15 poltronas no valor total de R$ 82 mil, além de outras aquisições anteriores, totalizando um ambiente climatizado e com TVs para todos.
  • Manutenção de Máquinas: Negou veementemente a existência de máquinas precárias, afirmando que 90% do maquinário é novo  (menos de um ano de uso) e que todas passam por manutenção preventiva mensal.
  • Mão de Obra: Explicou que a concentração em dois turnos também se deve à dificuldade de encontrar técnicos de enfermagem em Avaré, já que a norma exige um profissional para cada quatro pacientes.

Investigação e Transparência

Sobre a denúncia de que funcionários teriam orientado pacientes insatisfeitos a “procurarem outro lugar”, o provedor classificou a informação como mentirosa e se colocou à disposição para acareação, prometendo demissão imediata caso algum profissional tenha adotado tal postura.