Avaré enfrentou retrocessos importantes em setores cruciais para a administração pública e o bem-estar da população, segundo os dados do Ranking de Competitividade dos Municípios (disponível em rankingdecompetitividade.org.br). O levantamento revela que a cidade perdeu espaço no pilar de Transparência Municipal e sofreu uma queda alarmante no Acesso à Saúde, acendendo um sinal de alerta para a gestão pública local.

A realidade estatística ganhou contornos práticos em um artigo recente publicado pelo Major Pablo de Souza. Sob o título “AVARÉ: FESTAS, FISCALIZAÇÃO E TRANSPARÊNCIA”, o oficial analisa como a falta de clareza nos atos governamentais afeta o dia a dia do município e a aplicação dos recursos dos pagadores de impostos.

No indicador de Transparência Municipal, o Ranking de Competitividade mostra que Avaré caiu 10 posições em relação ao ano anterior, ocupando agora o 376º lugar no cenário nacional (entre 418 cidades analisadas com mais de 80 mil habitantes), com uma nota de apenas 24,18 de um total de 100. Essa proximidade com as últimas colocações do país reflete diretamente os problemas de gestão apontados por Major Pablo de Souza em seu texto.

O Major cita como exemplo uma matéria do jornal in Foco, que reportou a aprovação, pela Câmara de Vereadores, de um crédito adicional de quase 700 mil para bancar a Festa Junina do município em pleno Dia dos Namorados. O problema central, segundo ele, foi o atropelo cronológico: “A festa começou e depois aprovou-se o crédito para pagamento das despesas”.

Embora os créditos adicionais sejam legais para alterar o orçamento, o Major ressalta que o caso evidencia falta de planejamento e de transparência. “O ideal é que o projeto fosse apreciado antes do evento, com tempo suficiente para análises e discussões. Em uma democracia não é a vontade do prefeito que prevalece. O que ele deseja fazer depende de aprovação da Câmara Municipal”, afirma o artigo, criticando a pressa na votação. “Não se chega a esta análise aprofundada dos projetos aprovando-os a toque de caixa, na ‘urgência’ (…). A impressão passada é que o projeto foi aprovado para a cidade não ficar com fama de caloteira, não adimplindo o cachê dos artistas”.

O entrave na Fiscalização e as contas ocultas da EMAPA

A queda de Avaré no ranking de transparência também se conecta com a dificuldade do Poder Legislativo em exercer seu papel constitucional de fiscalizador, conforme previsto no artigo 31 da Constituição Federal. Pablo destaca que, para haver uma análise real de viabilidade — que mede se o dinheiro aplicado trará retorno real ao turismo, emprego e economia —, os projetos precisam chegar em tempo hábil, e não apenas para cumprir um jogo político de “sim ou não” baseado em bancadas de situação ou oposição.

A falta de respostas atinge também outros grandes eventos da estância turística. O Major relembra em seu artigo que o sumiço de dados públicos é recorrente: “Ainda não foi dada a devida TRANSPARÊNCIA sobre os gastos da EMAPA do ano passado. O ofício da vereadora Adalgisa ainda não foi respondido”. Para ele, “jogar números no ar, sobre um possível retorno financeiro do projeto, e não mostrar como se chega a essa conclusão é informação pela metade”.

Como bem conclui o Major Pablo de Souza em seu manifesto, a busca não deve ser por intrigas políticas, mas por viabilidade e responsabilidade: “Pedir TRANSPARÊNCIA é um direito básico, principalmente quando envolve gastos de dinheiro público. Se será respeitado no futuro, depende de quem tem o poder de decisão. Da nossa parte, pagadores de impostos, fica a exigência”. Cabe agora ao poder público municipal ouvir os alertas dos indicadores e da sociedade para corrigir os rumos da administração.

Ainda no quesito do funcionamento da máquina pública, o custo da função administrativa aumentou 16 pontos colocando Avaré em 61º lugar; o custo da função legislativa também subiu 32 pontos, colocando a cidade em 71º lugar, enquanto a qualificação do servidor baixou 18 pontos, com o município em 352º lugar.

(Fonte https://rankingdecompetitividade.org.br/municipios/