A ausência de um projeto de lei que conceda o reajuste salarial anual aos servidores públicos municipais elevou a temperatura e provocou um debate entre os vereadores na última sessão da Câmara de Avaré.

A cobrança da categoria ganhou força no plenário, especialmente pelo fato de que, recentemente, a Casa de Leis aprovou o aumento nos salários dos próprios vereadores, do prefeito, do vice e dos secretários municipais para a próxima legislatura — uma votação que, conforme amplamente acompanhado pelo in Foco, gerou forte repercussão popular.

O vereador Magno Greguer (Republicanos) subiu ao tom para cobrar a promessa de reajuste de 5% que teria sido sinalizada pela administração municipal. “Cadê os 5%?”, disparou o parlamentar. “Estamos aguardando. Já estamos em junho. O que vai dar para comprar com isso agora? Se não fosse assim, não poderíamos votar aumento de salário para vereador. Peguem as gratificações e deem para os funcionários que ganham menos que um salário mínimo”, criticou, apontando a disparidade entre a agilidade das votações de interesse político e a estagnação dos salários dos servidores de base.

Em resposta às críticas da oposição, o líder do prefeito na Casa, vereador Pedro Fusco (PL), saiu em defesa do Executivo. Segundo o edil, o prefeito Roberto Araujo agirá dentro da legalidade e no tempo correto.

“O prefeito vai enviar o aumento no momento oportuno”, argumentou Fusco. O líder do governo rebateu as cobranças afirmando que uma medida desse porte exige responsabilidade administrativa. “Tem que ter estudo de impacto no orçamento e atestar que há condições orçamentárias reais. Tem que seguir a lei”, concluiu.

O funcionalismo público municipal segue aguardando a definição do índice oficial, enquanto a oposição promete manter a pressão nas próximas sessões para que a reposição inflacionária seja votada antes do período de vedações da legislação eleitoral.