Em recente entrevista concedida a rádio Avaré, do portal do Grupo JBMS, o presidente da Câmara Municipal de Avaré Samuel Paes (PSD) prestou contas sobre o seu trabalho à frente do Legislativo.

Durante a sabatina conduzida pelo jornalista Gabriel Guerra — com quem chegou a bater boca em momentos de maior tensão —, o parlamentar rebateu questionamentos sobre sua atuação legislativa, defendeu suas decisões administrativas e abordou temas sensíveis da política local.

Questionado sobre ter apresentado apenas um requerimento durante o período de um ano e seis meses, o presidente explicou que a baixa produção individual de proposituras foi compensada pela dedicação integral à administração da Casa. Segundo ele, o foco principal de sua atuação esteve voltado à excelência na gestão pública e à valorização dos servidores municipais.

Ele destacou que, sob o seu comando, o patrimônio da Câmara Municipal saltou de R$ 5,2 milhões para R$ 6,5 milhões. Além disso, o parlamentar ressaltou que assinou e apresentou 40 requerimentos – o que equivale a uma média de 5 por sessão.

“É fácil ser oposição”, pontuou o presidente ao responder às críticas recebidas da bancada oposicionista sobre o seu ritmo de trabalho e prioridades na liderança da Mesa Diretora.

Um dos pontos altos da entrevista foi o questionamento sobre a retirada à força de um munícipe do plenário da Câmara. Ao ser indagado pelo jornalista Gabriel Guerra sobre o episódio, o presidente não declarou se arrepende ou não da atitude tomada na época. O clima esquentou durante a conversa, gerando embates verbais diretos entre o entrevistado e o entrevistador sobre os limites do decoro e da autoridade na condução das sessões públicas.

Outros temas de repercussão na comunidade avareense também foram pautados como o ressarcimento do Concurso Público; o presidente afirmou ter dado um ultimato à empresa organizadora para que faça o devido ressarcimento aos candidatos inscritos.

Quanto à liberação das emendas parlamentares e ao cumprimento das determinações do Ministério Público, informou que será criada uma comissão de vereadores específica para acompanhar e fiscalizar as ações do Poder Executivo.

Paes também explicou a opção por dispensar o motorista oficial do Legislativo em determinadas ocasiões, justificando que a medida evitou o pagamento desnecessário de horas extras aos cofres públicos. Segundo ele, o conjunto de medidas de contenção gerou uma economia direta de R$ 123 mil mensais.

Ao final, o chefe do Legislativo ressaltou que não atende demandas políticas ou de gabinete após as 18 horas, frisando que o período noturno é reservado prioritariamente à convivência familiar.

Veja a entrevista completa no link abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=fuh_tIkMkGA