
A mais recente sessão ordinária do Poder Legislativo de Avaré foi marcada por fortes críticas direcionadas à administração municipal. Os vereadores Adalgisa Ward e Luiz Claudio da Costa, ambos filiados ao Podemos, utilizaram a tribuna para denunciar deficiências no atendimento da rede pública de saúde e cobrar transparência em relação aos gastos e arrecadações da Exposição Municipal Agropecuária de Avaré (EMAPA).
Ao abordar a situação da saúde no município, a vereadora Adalgisa Ward destacou a apreensão e o sofrimento da população que depende da rede básica. Segundo a parlamentar, munícipes enfrentam filas enormes nos postos de saúde para conseguir o agendamento e a realização de exames essenciais, agravando o tempo de espera por diagnósticos e tratamentos.
Na sequência, o vereador Luiz Claudio da Costa rebateu declarações recentes da gestão municipal que classificavam a saúde local como “de primeiro mundo”. “A saúde não está 5 estrelas”, declarou o parlamentar, contestando a narrativa oficial.
Como exemplo da desassistência enfrentada pela comunidade, Luiz Claudio citou a unidade de saúde do Bairro Ipiranga (Posto do Ipiranga). De acordo com o vereador, a unidade não realiza consultas no período da tarde e apresenta vagas na agenda médica apenas para o próximo ano, deixando a população do bairro desamparada no dia a dia.
Falta de transparência nas contas da EMAPA
Outro ponto central dos pronunciamentos foi a escassez de dados públicos sobre a EMAPA. A vereadora Adalgisa Ward cobrou publicamente o envio dos balanços e dos custos detalhados da edição passada do evento, ressaltando que, até o momento, as informações financeiras não foram repassadas ao Poder Legislativo.
O vereador Luiz Claudio reforçou as críticas, afirmando que a transparência em relação às despesas e receitas da feira é inexistente no Portal da Transparência da Prefeitura. O parlamentar revelou que apresentou diversos requerimentos oficiais solicitando esclarecimentos sobre os custos da EMAPA, mas nenhum deles obteve resposta do Poder Executivo.
Diante do descumprimento dos prazos e da falta de respostas formais aos pedidos de informação, Luiz Claudio assegurou que recorrerá às instâncias de controle externo:“Vamos ao Ministério Público”, reiterou o vereador, indicando que formalizará a representação no MP para compelir a Prefeitura a dar transparência aos gastos do evento.
Os questionamentos apresentados pelos vereadores reforçam a pressão sobre a administração municipal tanto na área social e de atendimento básico quanto no dever constitucional de prestar contas dos recursos e contratos firmados em eventos públicos do município.




































