O escritor Gesiel Júnior, biógrafo da pintora Djanira da Motta e Silva, convidado, relembrou na última segunda-feira (22), na tribuna da Câmara de Avaré, os 25 anos da criação do Centro Cultural da CAIC, espaço que homenageia a grande pintora avareense, reconhecida como um dos grandes nomes da arte brasileira no século 20.

Na ocasião, ele pediu mais proteção às obras da pintora, que não estão previstas nas obras de recuperação dos prédios da CAIC, anunciadas recentemente pela prefeitura. A fala de Gesiel encerrou a Semana Djanira, que contou com outras celebrações na última semana, incluindo a realizada no Instituto Federal.

“Nossa pintora completou 112 anos do nascimento no último dia 20. Faz também 25 anos que lancei a primeira das quatro biografias de Djanira que, desde então, passou a ser melhor conhecida nas escolas e pelos seus próprios conterrâneos”, afirmou o escritor.

A palestra do escritor foi prestigiada por vários educadores presentes na Câmara e também pelas artistas plásticas Rosane Gauss e Gisele Oliveira, e pelos secretários municipais Rogério Rodrigues (Justiça), Ricardo Oliveira (Indústria e Comércio) e Alaíde Ferreira (Habitação).

“A arte de Djanira precisa ser mais divulgada turisticamente”, sugeriu Gesiel, que apresentou durante sua fala o documentário “Djanira, pintora descalça”, elaborado pela Caixa Cultural, em 2014, no centenário da artista.

“Agradeço a esta casa, que é a do povo, por abrir também espaço para uma aula de arte. Assim presenteamos nossa artista”, frisou.

PEDIDOS – Concluindo sua exposição, o escritor formulou três pedidos: a criação do cargo de diretor do Museu Municipal e do Memorial Djanira, a ser ocupado por profissional, através de concurso público; que nos serviços de restauro dos prédios da CAIC sejam providenciadas obras para maior segurança das telas da pintora; e que a Prefeitura, em conjunto com as secretarias de Cultura e Turismo, prepare servidores para abertura do Museu e do Memorial nos fins de semana, como ocorrem nas estâncias turísticas.