O que era para ser um almoço tranquilo de sexta-feira transformou-se em um pesadelo para um casal em Avaré.  Ele foi brutalmente atropelado por volta das 14h07 do último dia 9 de outubro, a apenas uma quadra de sua residência, após saírem de um restaurante localizado no bairro São Judas,  mais precisamente na rua Joaquim Luis de Souza, 50.

Segundo o relato de E.B., eles foram atingidos por um carro que não respeitou a sinalização (placa ‘Pare”) . A motorista do veículo realizou um movimento brusco para a direita e atropelou o casal. Imagens de vídeo analisadas pelas vítimas e entregues à polícia mostram o momento em que o veículo chega a “pular” após passar por cima do casal. A condutora dirigia calçada com chinelos, o que infringe as leis de trânsito.

Ainda de acordo com o relato, após o atropelamento, o veículo só parou na esquina seguinte. Naquele momento, a motorista E.E. e sua mãe C.E. — que se apresentou como enfermeira da Santa Casa de Avaré — reconheceram a família das vítimas, pediram para que a Polícia não fosse acionada para o registro do Boletim de Ocorrência e prometeram prestar toda a assistência necessária, afirmando que iriam imediatamente ao Pronto-Socorro.

No entanto, o socorro prometido não se concretizou. Após receberem atendimento médico encaminhado pelo resgate no Pronto-Socorro, de onde saíram por volta das 20h, ele e a namorada tentaram contato com a família da condutora.

Ao irem até a residência da motorista em busca de diálogo e auxílio — visto que precisavam de medicamentos e suporte para arcar com os danos físicos e a paralisação do trabalho —, a situação tomou um rumo inesperado. Na terceira tentativa de conversa no local, foram recebidos com rispidez e a outra parte acionou a Polícia Militar, sem explicar os motivos do acionamento.

As consequências do atropelamento impactaram severamente a rotina da família: ele  sofreu fraturas no pé (ficando com o membro severamente lesionado) e dores generalizadas pelo corpo. Já a mulher, que tem um problema crônico de hérnia na coluna, ficou de cama por três dias sem conseguir levantar, dependendo de ajuda para tarefas básicas. Sendo mãe de três filhos menores de idade e tendo como sustento o trabalho autônomo como faxineira, ela continua incapacitada de trabalhar.

Diante do descaso, da falta de suporte e da ausência de contato por parte dos responsáveis após o acidente, o caso foi encaminhado para a esfera jurídica e já está sob os cuidados da advogada da família.