
A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira (20), a reprodução simulada dos fatos do Caso Jennifer, uma das principais diligências da fase final da investigação conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Avaré. O procedimento ocorreu na Estrada Municipal AVR-050, na zona rural do município, e contou com a participação de dois — um homem e uma mulher — dos três investigados presos temporariamente nesta semana.
A reprodução simulada, também conhecida como reconstituição, busca reconstruir tecnicamente a dinâmica do homicídio de Jennifer Eduarda da Cruz Blimblem, de 18 anos, ocorrido em setembro de 2021. A diligência permite comparar as versões apresentadas pelos envolvidos com vestígios, laudos e demais provas reunidas ao longo da investigação.
Antes do início dos trabalhos, os três investigados foram cientificados sobre o direito constitucional ao silêncio e à não autoincriminação, sendo esclarecido que não poderiam ser obrigados a produzir prova contra si próprios. O investigado de 23 anos, assistido por advogado, optou por não participar da reprodução simulada por orientação de sua defesa, exercendo regularmente direito assegurado pela Constituição.
A diligência prosseguiu com a participação dos outros dois investigados. Diante das convergências e divergências existentes entre as versões apresentadas no inquérito, foram reproduzidos no local posicionamentos, deslocamentos, sequência dos acontecimentos e outras circunstâncias relevantes para verificar a compatibilidade dos relatos com o cenário e os elementos já apurados.
O trabalho foi conduzido pela DIG de Avaré, com participação da Polícia Técnico-Científica, responsável pela análise pericial da reprodução. As conclusões técnicas serão incorporadas ao inquérito e confrontadas com os demais elementos produzidos desde o início das investigações.
A operação contou ainda com a Polícia Penal, responsável pelo transporte e escolta dos três presos até o local, e com a Polícia Militar, que realizou o bloqueio das vias de acesso. Após o término dos trabalhos, os investigados foram reconduzidos às unidades prisionais. A diligência transcorreu sem intercorrências.
O Caso Jennifer permaneceu sob investigação por quase cinco anos. Novas informações obtidas recentemente levaram a DIG a retomar depoimentos, realizar novas oitivas e confrontar os dados com provas e vestígios preservados desde 2021, trabalho que culminou nas prisões temporárias dos três investigados e nas diligências realizadas nesta semana.
Segundo o delegado titular da DIG de Avaré, Adriano Leite de Assis, a reprodução simulada é importante para confrontar as diferentes versões e fornecer elementos técnicos para a individualização das condutas. O objetivo é estabelecer, com a maior precisão possível, a dinâmica do homicídio e a participação atribuída a cada investigado.
A reprodução simulada integra o conjunto de diligências que antecedem a conclusão da investigação, juntamente com perícias e análises dos materiais apreendidos. Com os resultados, a DIG de Avaré pretende consolidar o conjunto probatório, esclarecer os pontos ainda pendentes e concluir o inquérito para posterior encaminhamento à Justiça.





































