
parte dos trabalhadores do setor. Relatos que chegaram à reportagem apontam que os coletores estariam sendo obrigados a cumprir escalas de trabalho aos domingos recebendo apenas R$ 100 pelo dia trabalhado.
De acordo com os funcionários, a prática vem ocorrendo sem que haja um acordo formalizado e claro com a categoria. Além da rotina exaustiva e do severo desgaste físico inerente à função, muitos trabalhadores afirmam que há uma forte pressão interna para que aceitem os plantões dominicais. Aqueles que demonstram resistência temem sofrer retaliações ou “problemas internos” na empresa.
“Nestas condições, preferimos ficar em casa com nossa família”, desabafou um dos coletores ouvidos pela reportagem, evidenciando o descontentamento da equipe com a atual situação de trabalho.
Além disso, caminhões da empresa estariam em péssimas condições para trafegar colocando em risco os coletores. Paralelamente às queixas também sobre as condições de trabalho e a remuneração dos plantões, surgiram denúncias que apontam para uma suposta interferência política na gerência do serviço de limpeza urbana no município.
Informações obtidas pela reportagem indicam que o antigo encarregado da empresa Suma (responsável pela coleta no município), teria sido desligado do cargo recentemente. Segundo relatos de bastidores, a demissão teria ocorrido porque o ex-encarregado não aceitava determinadas imposições e diretrizes que vinham da administração municipal.
Após a saída dele, o secretário Judésio Borges teria supostamente articulado a nomeação de um aliado de sua estrita confiança, apelidado de “Zinho”, para assumir o comando das operações. Ex-funcionários apontam que a dança das cadeiras teve como objetivo moldar a execução e a fiscalização da coleta de lixo exatamente aos interesses da prefeitura, abrindo margem para questionamentos sobre possíveis manipulações e falta de transparência no setor.
Trabalhadores que decidiram “bater de frente” e não compactuar com as mudanças e com a nova dinâmica de trabalho relatam que a demissão passou a ser o caminho inevitável para quem questiona a atual gestão.
O outro lado
A reportagem do portal in Foco mantém o espaço aberto para que a Prefeitura Municipal de Avaré, os citados e a empresa terceirizada se manifestem a respeito das condições de trabalho denunciadas, do valor pago pelos plantões de domingo e das alegações de interferência política na gerência do serviço.





































