
A execução das obras de drenagem e combate às enchentes na região central de Avaré tem gerado um misto de esperança e forte apreensão entre os comerciantes locais. Embora haja consenso de que as intervenções no sistema de galerias pluviais são indispensáveis para resolver um problema histórico de alagamentos, o impacto direto no fluxo de clientes e nas vendas acendeu o sinal de alerta no setor varejista. Algumas lojas já fecharam e as empresas já registram quedas nas vendas.
A principal preocupação dos empresários é o ritmo dos trabalhos. Entrando no mês de outubro — período estratégico de preparação para as vendas do fim de ano —, a previsão oficial de entrega das obras é para março de 2027. Contudo, informações que circulam nos bastidores apontam que dificilmente esse cronograma original será cumprido, o que pode prolongar o prejuízo econômico da categoria.
Diante do cenário de poeira, interdições de vias e queda no movimento, lojistas questionam a possibilidade de que as intervenções em áreas de grande densidade comercial deveriam ocorrer de forma ininterrupta, em turnos de 24 horas, como ocorre em outras cidades.
Em diversas capitais e municípios, grandes intervenções de infraestrutura urbana em centros comerciais contam com regimes especiais de trabalho. Nesses locais, a legislação prevê exceções aos limites habituais de ruído e horário para obras de utilidade pública, justamente para que os serviços mais pesados sejam executados no período noturno ou de madrugada.
A priorização dos trabalhos à noite traz duas vantagens decisivas:
- Preservação do comércio: Minimiza os impactos econômicos ao evitar o bloqueio total de acessos e calçadas durante o horário de funcionamento das lojas.
- Fluidez do trânsito: Evita o colapso na circulação de veículos e transporte coletivo nas artérias centrais ao longo do dia.
Cobrança por agilidade
Com a proximidade das datas comemorativas de fim de ano — tradicionalmente o período de maior faturamento do comércio —, a classe empresarial pede ao poder público e a empresa encarregada da obra, que avaliem a viabilidade técnica e operacional de intensificar os turnos de trabalho.
A reivindicação dos comerciantes não é pela paralisação das melhorias, mas sim por soluções de gestão de obra que garantam celeridade e reduzam os danos financeiros a quem ajuda a movimentar a economia e gerar empregos na cidade.




































