Depois do lamentável ocorrido na sessão de Câmara de Avaré, na segunda à noite, quando um munícipe foi retirado à força do plenário por protestar contra o projeto que votou aumento de salários de vereadores, além da indignação com a humilhação do cidadão que foi encurralado, avareenses tem se manifestado pela revogação do projeto.

O projeto de Resolução nº 15/2025, que fixa os subsídios dos vereadores e do Presidente da Casa para a Legislatura de 2029 a 2032, foi aprovado por 9 vereadores (veja abaixo).

Com a aprovação, o salário de um vereador que hoje é de R$ 6.600 passará para exorbitantes R$ 11.854,00 a partir de 2029; já o presidente da casa que hoje ganha R$ 7.200, passará a receber R$ 13.620,00 na próxima gestão.

Para muitos eleitores, a votação foi articulada de forma a cair no esquecimento, já que a pauta não havia sido colocada na ordem do dia, foi realizada na última sessão do ano e na semana da Emapa.

O projeto é de autoria da mesa diretora formada por Samuel Paes (PSD), Ana Paula Tiburcio (Republicanos) Jairinho do Paineiras (Republicanos) e Barreto do Mercado (PT).

A Mesa Diretora defende que os novos valores não configuram um aumento real, mas sim a recuperação do poder de compra corroído pela inflação. O texto do projeto afirma que os subsídios ficaram congelados por 12 anos consecutivos, período em que a inflação acumulada (IPCA) se aproximou de 80%. A proposta visa apenas recompor essa perda.

Para a indignação popular, o projeto prevê 13º salário para os vereadores e férias remuneradas. A população está revoltada considerando que todos os vereadores tem outros recebimentos profissionais.

Revogação

Logo após a aprovação do aumento, considerado abusivo pela população, muitos se manifestaram pela revogação da lei – entre eles o major Pablo Souza, que foi candidato a vice pelo Podemos.

Sempre ponderado, ele enfatiza que “esta pendência precisa ser resolvida de forma democrática e trazer a pacificação entre a Câmara de Vereadores e a população avareense. A cidade não ganha com o acirramento da rivalidade entre os munícipes descontentes e seus representantes. A revolta produzida pelo aumento do subsídio ocorreu porque todos os servidores municipais sofrem com a defasagem dos salários há anos e não conseguem resolver a questão. Eles dependem da disponibilidade orçamentária, da iniciativa do poder executivo para encaminhar o projeto de lei e do legislativo para aprovar”.

Em um artigo em suas redes sociais, questiona: “Corro o risco de conquistar o ódio de muitos, mas democracia é assim, é convivência com quem pensa diferente (…) Por que seria interessante a revogação da Resolução? Para acalmar a revolta causada pelo reajuste, afinal é o povo quem paga os impostos que suportarão o benefício concedido”.

Ele ainda sugere uma campanha, na qual os avareenses peçam diretamente ou através das redes sociais, que os vereadores votem outra Resolução e revoguem O PR do aumento. “Depois, discutam com as entidades de classe, os representantes do demais servidores e o prefeito municipal, um projeto que valorize os vereadores e todos os demais servidores municipais, sem exceção, objetivando a recomposição das perdas salariais”, frisa.

A opinião de Souza é compartilhada por grande parte da população, além de todo funcionalismo público, que não consegui ter um reajuste acima da inflação.

 

Veja quem votou a FAVOR DO PR DO AUMENTO.

Samuel Paes (PSD)

Moacir Lima (PSD)

Everton Machado (PL)

Pedro Fusco (PL)

Hidalgo Freitas (PSD)

Francisco Barreto (PT)

Ana Paula Tiburcio (Republicanos)

Jairinho do Paineiras (Republicanos)

Leo Ripoli (Podemos)