A última sessão ordinária da Câmara Municipal de Avaré na segunda, 26,  foi marcada por duras denúncias de intimidação e boicote promovidos por pessoas ligadas à gestão do prefeito municipal Roberto Araujo (PL).

Durante o uso da palavra na tribuna, os vereadores Luiz Cláudio da Costa (Podemos) e Francisco Barreto (PT) repudiaram os ataques virtuais e as tentativas de retaliação comercial e pessoal contra profissionais e empresas que supostamente teriam apoiado o Partido dos Trabalhadores. Contudo, a lista virou uma forma de ataques aleatórios da ala bolsonarista. Até mesmo o ex-candidato do Podemos, Marcelo Ortega, está na lista. Publicamente Ortega se manifestou criticando a situação. Ele nunca apoiou o candidato lulista, assim como outros profissionais citados na lista.

Segundo os parlamentares, mensagens de caráter ofensivo passaram a circular na cidade com o intuito de prejudicar estabelecimentos e cidadãos avareenses por divergências partidárias.

O vereador Luiz Cláudio da Costa classificou o episódio como lamentável e alertou que as acusações e ataques não passarão impunes. “Mensagens ofensivas foram disseminadas, e isso é lamentável. As acusações terão consequências gravíssimas no âmbito legal”, pontuou o parlamentar.

Em seguida, o vereador Francisco Barreto (PT) expressou indignação com o teor persecutório das abordagens, destacando que cidadãos sem qualquer envolvimento com a militância política foram atingidos pelas postagens. “Tem amigos meus ali que nem gostam de política. Nós vamos viver o tempo da Alemanha Nazista?”, questionou Barreto em tom veemente.

Ainda durante seu discurso, Francisco Barreto revelou que os responsáveis por articular as mensagens de intimidação e boicote já foram identificados e possuem ligação direta com rivalidades políticas do município.

“Nós já temos os nomes. São pessoas ligadas a desavenças políticas. O PT fez uma nota de repúdio sobre isso porque é algo extremamente sério”, concluiu o vereador petista.

O caso reacendeu os debates na Casa de Leis sobre o limite da rivalidade eleitoral e o impacto de práticas de cancelamento e boicote contra empreendedores e moradores da cidade. Os vereadores informaram que o material coletado servirá de base para que as medidas cabíveis sejam tomadas junto às autoridades competentes.