
As obras de combate às enchentes na região central de Avaré, embora extremamente necessárias, têm gerado conflitos entre a necessidade de infraestrutura e o impacto imediato no dia a dia dos cidadãos.
Essa semana, alguns usuários do Banco do Brasil — em sua grande maioria aposentados, pensionistas e pessoas com deficiência (PCD) — procuraram a redação para relatar as dificuldades para acessar a agência local e receber seus benefícios, cobrando alternativas na organização do trânsito.
O ponto central da reclamação é o bloqueio da Rua Santa Catarina no trecho onde fica o banco. Por ser uma via que abriga uma das principais agências bancárias da cidade, a interdição tem isolado o acesso direto, forçando idosos e pessoas com mobilidade reduzida a caminharem longas distâncias por trajetos alternativos, muitas vezes inadequados ou com calçadas irregulares.
Comerciantes e clientes da agência apontam que o impacto poderia ser significativamente mitigado com uma mudança simples no planejamento do fechamento das vias. O trecho da Santa Catarina que se estende até a Rua Rio Grande do Sul não apresenta frentes ativas de obra no momento.
Diante disso, a comunidade alega e sugere uma abertura parcial, com liberação do tráfego de veículos nesse trecho específico que antecede a zona de escavação e maquinário pesado. Também sugerem que haja estacionamento em apenas um dos lados da via para agilizar as manobras de retorno. Essa medida organizaria o fluxo, impediria gargalos e garantiria que carros e veículos de aplicativos pudessem aproximar idosos e pessoas com deficiência da entrada do banco.
“Para quem tem mobilidade perfeita, andar um ou dois quarteirões a mais parece pouco, mas para um idoso com bengala ou alguém em cadeira de rodas, a interdição total se tornou uma barreira intransponível”, relata um dos usuários frequentes da agência.
Embora todos reconheçam a importância vital das obras de macrodrenagem para acabar com os históricos problemas de alagamento que afetam o centro de Avaré, o clamor popular ressalta que o planejamento urbano precisa ser humanizado.
A liberação de trechos ociosos, onde as máquinas ainda não estão operando, surge como uma alternativa viável para manter a economia local aquecida e, acima de tudo, garantir a dignidade e o direito de acessibilidade dos públicos mais vulneráveis da cidade.
A reportagem do in Foco segue acompanhando o desdobramento das obras e permanece com os canais abertos caso a Secretaria de Planejamento e Transporte ou a administração municipal queiram se manifestar sobre a viabilidade técnica da proposta apresentada pelos moradores.



































