
Trabalhadores de coleta de lixo em Avaré procuraram a redação do in Foco para denunciar o que chamam de ‘condições degradantes e desumanas’ a que são submetidos diariamente, enquanto apontam a ausência de fiscalização por parte do Poder Executivo e do Legislativo.
De acordo com os relatos, os coletores cumprem uma jornada contínua e exaustiva que se estende das 6h às 16h. Durante esse período, os funcionários não contam com um horário adequado para almoço ou descanso.
A denúncia aponta uma suposta falta de estrutura mínima por parte da empresa contratada. Os trabalhadores seriam obrigados, por exemplo, a fazer suas refeições nas ruas ou dentro dos próprios caminhões de coleta, dividindo o espaço com os resíduos. Também não haveria instalações sanitárias disponíveis ao longo do expediente, expondo os profissionais a situações humilhantes e degradantes. Há relatos de caminhões sucateados, atrasos crônicos na prestação do serviço e falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados.
Além do descaso estrutural, os trabalhadores afirmam sofrer constantes pressões psicológicas e ameaças para que o ritmo de trabalho seja mantido, impedindo que as reclamações cheguem aos canais oficiais.
O ponto mais crítico da denúncia seria de que informalmente, a empresa responsável pela coleta de lixo seria ‘controlada’ pelo atual Secretário do Meio Ambiente de Avaré.
Segundo os coletores, os vereadores, cuja principal função constitucional é fiscalizar os atos do Executivo e zelar pelo dinheiro público, têm mantido um silêncio incômodo diante do clamor dos coletores e das reclamações da população, que paga caro por um serviço de péssima qualidade.
Diante do cenário de abandono, a categoria e os defensores da transparência pública exigem uma intervenção imediata. O caso pede uma fiscalização urgente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para garantir a integridade física e os direitos trabalhistas dos coletores, além de uma investigação rigorosa por parte do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) para apurar a legalidade do contrato e o provável conflito de interesses na Secretaria do Meio Ambiente.
O espaço do in Foco segue aberto para que a Prefeitura de Avaré, a Secretaria do Meio Ambiente e a empresa citada apresentem seus esclarecimentos e posicionamentos sobre as denúncias apresentadas.





































