
Sob o lema “A obra não pode durar mais que a sobrevivência dos nossos negócios”, comerciantes da região central de Avaré estão organizando um protesto pacífico na Câmara Municipal na próxima segunda-feira, 19 de outubro, às 18h50. O objetivo do ato é cobrar medidas urgentes da Administração Pública diante dos graves prejuízos acumulados com as obras de drenagem e combate a enchentes no centro da cidade, que embora extremamente necessárias, estão em ritmo lento.
Os organizadores orientam que os participantes compareçam vestidos de preto, em sinal de luto pelas dificuldades financeiras enfrentadas pelo setor, e levem faixas e cartazes para manifestar suas reivindicações. A convocação é estendida a familiares, funcionários e apoiadores da causa.
Os empresários reforçam a todo momento que não são contra as obras, reconhecendo a necessidade histórica das intervenções nas galerias pluviais para conter os recorrentes alagamentos no centro. O descontentamento, no entanto, se concentra na lentidão dos trabalhos, na falta de comunicação prévia e no planejamento inadequado das interdições.
Com a chegada de outubro — mês decisivo para a preparação das vendas de fim de ano —, o cenário na região central é alarmante. Lojistas relatam quedas drásticas no faturamento, demissões de colaboradores e até o encerramento definitivo de estabelecimentos em razão do bloqueio de acessos, poeira e queda expressiva no fluxo de pedestres.
Na última quinta-feira (15), o presidente da Associação Comercial de Avaré (ACIA), Cassio Jamil Ferreira, reuniu-se com o prefeito Roberto Araújo (PL). Na ocasião, o chefe do Executivo informou que a previsão é entregar a pavimentação das ruas Santa Catarina e Rio Grande do Sul até o dia 20 de novembro, colocando-se à disposição para intermediar uma reunião entre os empresários e o secretário municipal de Obras, José S. Calado.
Apesar da sinalização oficial, o clima entre os comerciantes é de forte apreensão. A previsão final de término das obras é apenas para março de 2027, e há receio de que atrasos no cronograma estendam ainda mais a crise no varejo local.
Principais reivindicações da categoria
Dentre as propostas defendidas pelo setor produtivo para acelerar o ritmo das intervenções e amenizar os danos ao comércio, destacam-se:
- Trabalho noturno e turnos ininterruptos: Adoção de jornadas de trabalho no período da noite/madrugada nas áreas de maior densidade comercial, prática comum em grandes intervenções urbanas para evitar o bloqueio de calçadas e fachadas em horário comercial.
- Fluidez no trânsito: Execução de serviços pesados fora do horário de pico para impedir o colapso do tráfego e do transporte coletivo.
- Comunicação e transparência: Criação de um canal contínuo e transparente de diálogo por parte do Poder Público para informar previamente o cronograma de interdições.




































